7 de novembro de 2016

FEEDBACK - CONSTRUÇÃO CRÍTICA DO CONHECIMENTO


(Artigo de minha autoria publicado em 04/11/2016 no Jornal POVO DE CUBATÃO - Edição nº 450)

O  primeiro passo é esclarecer o que é feedback, depois tratarei da sua importância para a gestão empresarial.

Vamos lá, a tradução literal de FEEDBACK pode ser tratada como: dar resposta, dar retorno, retroalimentar, mas o mais importante é como colocamos isso em prática, no nosso dia-a-dia.

Os profissionais dependem e muito da aprovação de seus líderes e até mesmo de seus pares, indicando se estão no caminho certo ou não, e isto se dará pelo feedback, pois só assim terão ciência no que devem melhorar.

Tenha em mente que é dever de todo líder não só dar feedback à sua equipe, como também receber dos mesmos, pelas suas ações. É sempre bem-visto, o profissional, seja ele de qualquer nível hierárquico, que tem disposição em aceitar o feedback, mesmo que este não seja bem aproveitado na prática.

As vezes a insegurança toma conta de todos e é nesta hora que o aconselhamento, a crítica construtiva, que é a mescla dos dois tipos de feedback, o positivo e o negativo, faz a diferença no resultado.

Não podemos menosprezar nenhum deles, pois é por esta iniciativa que ambos, liderança e liderados obtém respaldo para continuarem ou descontinuarem o jeito que estão trilhando um caminho, para buscar aproximação com a missão da empresa.

Orientações mal dadas, podem ser um desastre, uma avalanche de desmotivação na profissionalização de um colaborador. Dar sentido ao feedback, criar um canal democrático de comunicação, escutar as reclamações e sugestões, também faz parte da vida de qualquer organização.

É importante observar que nada adiantará, se não houver resposta a tempo de poder realizar uma correção, por esta razão o período de acompanhamento e análise das conversas é primordial para um resultado favorável.

Em inúmeros casos não se sabe ou não se enxerga o que está acontecendo de errado, por isso encontramos mais um forte motivo para darmos e recebermos o feedback. O alinhamento deve fazer parte da rotina, deve incorporar o que a empresa mais preza, ou seja, seguir de perto suas diretrizes, seus valores.

Podemos sempre melhorar, e devemos colocar como meta um acréscimo de tarefas desafiadoras, para que nos incentive a estar em busca do aperfeiçoamento, e só conseguiremos chegar perto, se não perdermos o foco.

As relações interpessoais tendem a crescer quando o feedback é bem feito, realizado com competência. Avanços substanciais e relevantes são diagnosticados em empresas que o praticam da forma correta, alimentando uma SEDE DE CONHECIMENTO.

Quem o vivencia percebe que existe uma clara reação de satisfação, mesmo quando ele é negativo, pois o que se evidencia é a assertividade da colocação, a razão pela qual está se transparecendo aquela atitude pró-ativa.

O que mantém o desenvolvimento de um profissional, é a maneira que este se posiciona diante das dificuldades, principalmente quando as coisas estão dando errado, e também como ele se comporta quando está em uma posição de destaque, em ascensão.

O feedback ao cliente também é importantíssimo, pois sem dar ouvidos a eles, menosprezamos o seu ponto de vista, seu modo de ver e considerar os acontecimentos.
É por meio destes relacionamentos que conseguimos identificar possíveis brechas deixadas de lado, pontos não percebidos ou não atendidos em sua totalidade, arestas que precisam ser aparadas.

Demostre vontade em ouvir, se disponha, esteja aberto a admitir críticas, se oponha ao "diz que me diz", estabeleça um canal de comunicação versátil e verá que o envolvimento em sua empresa aumentará vertiginosamente.

31 de outubro de 2016

PÓS-VENDA - CUSTO OU INVESTIMENTO ?


Me deem exemplo de uma empresa brasileira que exerce o pós-venda de forma correta e inovadora?

Se pensarmos muito, pode ser que lembremos de alguma empresa que atue eficientemente em pós-venda, mas teremos que nos esforçar bastante para encontrar um nome.

Mas porque as empresas não pensam em dar continuidade ao processo de vendas, até em razão da fidelização?

Muitas empresas não valorizam o aprendizado que poderia ser conquistado no relacionamento com os clientes, deixando em muitas situações, faltar uma atenção maior. Outras nem sequer têm um canal de relacionamento, não dão importância, ou não mensuram o poder que o contato trará de vantagem no médio e longo prazos.

O consumidor brasileiro também tem ainda muito o que aprender. Não cobramos nossos direitos, e o pior, não sabemos em muitos casos quais são. Uma das causas deste não saber, além da apatia, do "deixar pra lá", é a complexidade das leis e as mudanças constantes nas mesmas.

Com a abertura dos mercados por intermédio da globalização, as empresas que mais se profissionalizarem , ou exercerem melhor sua estratégia empresarial se sagrarão vencedoras. E uma das causas desta boa performance passará com certeza pelo processo de pós-venda.

O pós-venda deve ser tratado como fator que levará a empresa a ter um diferencial competitivo, pois com os clientes cada vez mais exigentes, será por meio dele que a organização se sobressairá e se manterá produtiva com o passar dos anos.

A tecnologia da informação e comunicação (TI&C) é e será sempre uma grande aliada para a conquista de resultados expressivos, mas não é só ela que trará qualidade no pós-venda. A vontade de evoluir fará com que a empresa se mantenha ativa, mostrando para o que veio. Não é agindo da mesma forma que se conseguirá resultados diferentes, e é claro que não é fácil se manter competitiva por longos anos.

O mais importante é estar atento, observando o que anda acontecendo com a sua empresa, com o mercado e com a concorrência. Se aliar, fazer parcerias também tem sua relevância e deve ser pensado. O que não pode acontecer é ficar inerte, esperando ver para crer. Medidas devem ser antecipadas, antes que seja tarde.

Com a explosão e participação cada vez maior nas das redes sociais, é essencial ter uma porta aberta ao cliente nestes canais, com resposta rápida, recebendo e respondendo aos pedidos em um tempo justo, aprovado pelo solicitante.

Arquive os históricos de atendimento, invista em tecnologia moderna, insista em utilizar-se de novas táticas que demonstrem o quanto a empresa estima o cliente e suas interações, monte um plano de entrevistas de pós-venda ativo, colocando em pauta em primeiro lugar, a satisfação ou não com a compra, a metodologia utilizada na venda e quais serão as novas inclusões necessárias para o aprimoramento do processo.

24 de outubro de 2016

O QUE NÃO PODE FALTAR EM UM BOM PROJETO?


Sabemos que os projetos são essenciais para a nossa vida, seja na parte pessoal ou na profissional. Sabemos também que muitas empresas perdem investimentos domésticos e de organismos externos que fomentam o desenvolvimento, por não apresentarem projetos consistentes, robustos.

Então o que podemos fazer para que estes aportes não sejam desperdiçados?

Projetos devem ser muito bem elaborados, pensados incansavelmente, discutidos entre os pares, antes de colocá-lo em prática. Todas as etapas devem ter seus planos de contingência, ou seja, alternativas eficientes para se pôr em ação se algo der errado. 

Profissionais capacitados, de diversas áreas funcionais devem fazer parte do planejamento, acompanhamento e monitoramento do projeto. O que não pode acontecer é deixar o tempo passar sem ter algo sólido, estruturado e com uma boa base para apresentar.

Bons projetos devem SER CRITERIOSOS, obedecendo uma linha estratégica de  raciocínio, objetivos e metas dentro da realidade atual, espaço para avaliar os riscos e sua viabilidade, tanto a econômica, como a de mercado. Temos também que dar atenção aos custos e à forma com que vamos angariar, captar recursos financeiros, se será próprio ou de terceiros, analisando sempre o ambiente complexo e mutante com que convivemos diariamente.

Muitos projetos acabam engavetados em razão de falha em um desses quesitos, que acabam passando despercebidos, dando uma ideia de amadorismo no trato empresarial.

Cada projeto tem a sua particularidade, é específico para um fim, mesmo que já tenham sido realizados, é primordial encará-lo como singular, único, como algo novo, desconhecido, a análise do risco e sua mitigação também é parte integrante de todo novo projeto. 

Não existe o RISCO ZERO, mesmo quando falamos em  projetos já executados por diversas vezes, com similaridade, histórico e discutidos exaustivamente. O que temos que perseguir é o menor risco calculado, e estar preparado para entrar em ação para minimizá-lo no menor espaço de tempo possível.

Um boa equipe de trabalho faz a diferença quando falamos em gestão de projetos. Sem uma equipe disciplinada, conhecedora dos seus  limites, de suas deficiências e claro de seus pontos fortes, não chegaremos a lugar algum.

A motivação para conseguir cumprir com as metas em tempo hábil e com os recursos estritamente necessários, deve estar internalizado em cada participante, encarando tudo como um desafio e não como um obstáculo intransponível. 

O foco, o direcionamento correto para os processos e a análise de suas dependências devem estar sempre presentes na hora de efetuar as escolhas, no momento das tomadas de decisão.

Prepare a equipe para que ela possa desenvolver um projeto criativo, inovador, otimizando recursos de forma eficiente, entregando dentro do tempo e na totalidade, em suma, com o interesse de cumprir com todas as exigências do cliente.



17 de outubro de 2016

O SER EMPÁTICO


Se todos nós agíssemos de forma empática, ou seja, raciocinando de acordo com o ditado que diz " não faça com os outros aquilo que não quer que faça com você", o mundo seria muito melhor e as relações muito mais verdadeiras e duradouras.

Mas infelizmente não é bem assim que acontece na prática e na maioria das vezes, pois muitos profissionais não se põem no lugar do outro, pensando o que fariam ou como reagiriam se estivessem do outro lado.

A definição exata de EMPATIA  é se colocar no lugar do outro, e como podemos agir para nos colocarmos em situações onde pensávamos nunca estar?

É interessante nos aproximarmos dos clientes, estreitarmos a relação, entendendo suas preocupações, suas dúvidas e respondendo claramente à suas objeções, se houver.
O primeiro passo para que haja uma aproximação, antes de montar qualquer estratégia, é tentar enxergar com os olhos do cliente e assim antecipar  problemas que podem acontecer no futuro.

O ser empático é aquele que mostra estar sempre aberto ao diálogo, que considera, respeita o ponto de vista do cliente e faz valer o aprendizado conquistado nestas relações.
A empatia deve fazer parte da estratégia corporativa, da rotina diária das lideranças e dos colaboradores em geral, que devem se portar de maneira a entender as solicitações e necessidades de cada um, fazendo de tudo para suprir as suas demandas.

O ambiente empresarial de hoje pede que as pessoas sejam solidárias, que se preocupem com as causa sociais, ambientais e também com os problema dos outros, até porquê estas dificuldades podem atrapalhar a ambiência do local, impactando a todos. As pessoas devem pensar e trabalhar com a filosofia do servir, ou ainda melhor, agir pensando em satisfazer, tanto os clientes externos, como os clientes internos.

Se você antes de tomar uma decisão, der tempo para refletir de como o cliente iria se colocar diante dela, a probabilidade desta decisão estar correta será muito maior.
No mundo de hoje, onde grande parte das pessoas são individualistas pensam mais em si, guiadas muitas vezes por medo, rebeldia, insegurança e orgulho, é nosso dever ampliar medidas que nos levem à ver fora da caixa, a pensar como que outras cabeças iriam se portar diante de restrições, de riscos, de causas desconhecidas e quais medidas tomariam para contorná-las ou minimizá-las ao menor nível aceitável.

Decrete o fim das ações tomadas unilateralmente, aposente a ideia de não ser um SER EMPÁTICO, entenda por fim que é dando voz ativa, que se recebe retorno e é se colocando no lugar do outro que as empresas fomentarão uma enciclopédia de novas e boas maneiras de fazer, levando felicidade, realização e plenitude a todos aqueles que perseguem o mesmo objetivo.

10 de outubro de 2016

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT - A RELAÇÃO CLIENTE E FORNECEDOR


Este assunto é de extrema importância para que as empresas participantes de uma mesma cadeia obtenham sucesso contínuo, ou seja, consigam excelentes resultados e equilíbrio entre os membros. E o equilíbrio é essencial para que todos os elementos usufruam das conquistas e aproveitem o aprendizado gerado por estas relações, entre clientes e fornecedores.

Os negócios de hoje são baseados nas cadeias, as empresas não competem mas somente entre si, e sim a concorrência é entre cadeias de suprimentos, ou ainda, quem desenvolve melhor seus parceiros de negócio, obtendo a maior sincronicidade, está mais apto a conseguir se manter no mercado atual.

Todos podem agregar valor com esta filosofia de pensar no todo, e não só de forma individual, pois os ganhos vão ser distribuídos a todos os elos que participam desta cadeia. É importante observar que um membro pode ser cliente e fornecedor ao mesmo tempo, e isso é que faz a diferença, pois o objetivo maior é que haja satisfação, encantamento e por consequência fidelização do cliente final, que é aquele que remunera e faz com que as empresas deem continuidade aos seus planos de desenvolvimento.

A gestão de uma cadeia produtiva, de suprimentos ou conhecida ainda por cadeia de demanda, não é tão simples, pois as necessidades são amplas e variadas e deve haver uma identificação de quais são os maiores problemas ou gaps  que devem ser minimizadas a tempo.

A gestão deve estabelecer quais o níveis de variação ou oscilação nas entregas devem ser aceitos entre os participantes da cadeia, buscando sempre a efetivação de técnicas e tecnologias que não menosprezem o tão conhecido EFEITO CHICOTE ou EFEITO FORRESTER. 

Quanto antes conhecermos o que está acontecendo na ponta, na extremidade a jusante, mais tempo teremos para tomar decisões melhor embasadas, a montante. As ferramentas de T.I são imprescindíveis para que possamos enxergar o que está acontecendo no ponto de venda, as mudanças na demanda e  por antecipação dar início aos planos de compra, produção, transporte e distribuição.

Se cada um raciocinar em prol da melhoria de performance com visão sistêmica e estratégica, todos irão lucrar com isto, pois é de "grão em grão" que o negócio vai se estruturando e crescendo.

Contribua, aprimore, lidere, trabalhe com espírito de equipe, faça da melhor forma sempre, multiplique, atue como facilitador, pense no coletivo e toda a cadeia se manterá coesa, ágil e estará atualizada, com poucas diferenças e divergências entre os elementos.




3 de outubro de 2016

BRAINSTORMING - FERRAMENTA AUXILIAR DE CRIAÇÃO


As empresas dependem e muito da criatividade de seus colaboradores, e estes devem sentir-se como parte do processo criativo. Se não for assim, acabam ficando desmotivados, não vislumbrando um horizonte de crescimento profissional. Outros trocam a empresa por se acharem inúteis, perdem a vontade de participar da evolução e desenvolvimento organizacional.

A incompatibilidade do perfil do profissional com as características exigidas por muitas corporações também é um fator que desestimula a arte da criação. O envolvimento das pessoas nos processos de criação é essencial para que o negócio progrida. As experiências geradas neste ambiente empresarial, tanto as positivas, como as negativas vão fazer com que a empresa se conheça e perceba que pode e deve sempre melhorar.

Inúmeras empresas se superam e se diferenciam de outras por sua área de criação, inovando em: conceitos, técnicas, processos, produtos, serviços e em grande parte, estas inovações são simples e não mirabolantes e foras da realidade. A simplicidade pode ser também um grande negócio.

O BRAINSTORMING é uma das ferramentas auxiliares de criação mais utilizadas por gestores, pois dá liberdade a todos os atores que desejem contribuir, sem critérios muito engessados, abrindo espaço para que os interessados participem ativamente, sem pré julgamentos, para que o processo de criação flua levemente.

Conhecido também por TEMPESTADE DE IDEIAS, tem o objetivo maior de gerar novas ideias, discuti-las, ou ainda melhor, fazer com que os colaboradores criem a cultura de dar sugestões, trazer soluções, ao invés de ficarem só como meros espectadores, assistindo de fora, muitas vezes atuando como críticos vorazes, só levando problemas.

Os projetos devem constantemente ser avaliados e ajustes em seu escopo devem ser feitos se necessário. É importante saber que aprendemos e temos lições de pessoas que nunca esperamos. 
Devemos prezar e aproveitar estas experiências valiosas para o nosso crescimento, cooperando para que nossos pares também cresçam, em um ambiente propício a desafios e à novas ideias.

Busque novas alternativas, coordene e incentive as pessoas ao seu redor a ir em direção ao melhor rendimento, ouça todas as sugestões, selecione as melhores alternativas, compartilhe, treine  e coloque em prática, evolua dia-a-dia e terá uma equipe de criação de excelência.


25 de setembro de 2016

TICKET MÉDIO - ESTRATÉGIA PARA CONSTRUÇÃO E AUMENTO DO FATURAMENTO


O planejamento estratégico é essencial na vida de qualquer empresa, certo?

Pensando assim, é bom se utilizar de estratégias que guiem e deem suporte ao aumento da entrada de receitas. Um dos indicadores mais utilizados na medição do aumento do faturamento por cada venda efetuada. 

É importante observar e criar ações que estimulem as pessoas a comprar mais e assim fazer com que entre mais "dinheiro no caixa". Muitas destas compras acabam sendo por impulso, pois as ações fazem com que os clientes comprem, sem dar muita importância ao valor, que fica em segundo plano e sim dando prioridade ao desejo, a vontade de consumir algo, naquele instante.

Os check-outs ou PDVs devem ser chamativos, destacados, com vários produtos postos em exposição, de fácil visualização, buscando chamar a atenção do cliente. Devem estar organizados, limpos, com reposição em dia e precificados corretamente. Promoções, ações que orientem o consumo, bem como prateleiras, gôndolas e ilhas, dispostas de forma a colaborar, direcionar e facilitar a escolha do cliente.

Todas estas ações, combinadas, tomadas em conjunto, fazem toda a diferença, criam espaço para além da construção de identidade, também ampliação e aumento de rentabilidade de forma efetiva.

Grandes corporações tem dentro de seu plano, a visão clara de quanto é seu TICKET MÉDIO em um determinado período de tempo, sabendo quais partes, produtos, serviços ou ambos, necessitam ter uma atenção especial. 
Sintomas de que seu negócio não vai tão bem e pode melhorar são o ponto chave para ajustes, abrindo espaço para torná-lo mais atrativo e por consequência mais lucrativo.

Monte estratégias que mudem o diagnóstico pessimista em algumas épocas do ano, ou em situações onde as vendas estão desaquecidas por razões de variáveis controláveis e/ou não controláveis. Aprimore técnicas de fidelização de clientes, facilite os pagamentos, experimente, faça abordagens no ponto de venda,  gere novas receitas, estreite relacionamentos, faça mais com menos, ou seja, busque a estruturação e ampliação constante dos resultados em seu ambiente corporativo e verá seu TICKET MÉDIO crescer de "vento em popa".



19 de setembro de 2016

SUSTENTABILIDADE - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO LIMPA


Conhecida também por produção verde, produção mais limpa ou como conceito mais atual - ecoeficiência, é a forma mais equilibrada e sustentável em se conseguir fabricar algo, seja o que for.

É uma filosofia que deve ser incorporada e compartilhada em todas as organizações que dão importância a proteção ao recursos naturais e à vida em perfeita sintonia.

Não devemos nos acomodar e sim nos cobrar para sermos cada vez melhores, e melhores também em se tratando de minimizar ao máximo os impactos inerentes sofridos pelo meio ambiente e que em muitas situações é a mais pura irresponsabilidade corporativa.

Temos que nos lembrar que em  primeiro lugar vem a natureza, no seu sentido mais amplo, pois é por meio dela que vem a nossa subsistência. Depois podemos observar de que forma conseguiremos ser mais produtivos, retornando de forma satisfatória e sustentável aos anseios e desejos dos clientes.

A produção limpa deve ser um objetivo a ser perseguido de perto, orientando a todos quais os caminhos devem ser percorridos e os entraves que podem ocorrer neste trajeto.
Os desafios são grandes, até porque muitas empresas não dão importância ao que está acontecendo no mundo e as dificuldades enfrentadas para se manter as condições mínimas de qualidade de vida.

Você gestor, líder, sócio, ou qualquer outro stakeholder, trate deste assunto com a maior sensibilidade possível, pois é certo que precisamos gerar empregos, trazer divisas e receitas, mas é mais certo ainda que não podemos abandonar as causas maiores, que protejam e deem ao planeta condições efetivas de reestruturação e renovação de seus recursos, no decorrer dos anos.

Comece dando o exemplo em sua casa, separe seu lixo, descarte corretamente, reaproveite quando puder, economize água, energia, cobre os seu direitos com a municipalidade em relação à política nacional de resíduos sólidos, deste jeito contribuirá ativamente para a diminuição dos impactos sofridos pelo meio em que vivemos.

Procure disseminar, multiplicar, compartilhar práticas consideradas como sustentáveis, que levem ao desenvolvimento, mas não sem antes focar na redução, reutilização, diminuição do desperdício, pesquisa de novas fontes de energia verde, limpa e evitando assim a emissão descontrolada de gases que causam o efeito estufa, tão prejudicial à toda nossa biosfera.






12 de setembro de 2016

BENCHMARKING - APRIMORANDO BOAS PRÁTICAS


O que as empresas precisam fazer para se manter à frente nos seus negócios?

É necessário se desafiar com frequência, pensar fora da caixa, deixar a zona de conforto de lado, para que as empresas continuem se mantendo competitivas. Isso não quer dizer que estarão certamente em primeiro lugar, mas que buscarão incessantemente um melhor desempenho, conquistando as primeiras colocações.

É possível aprimorar sempre, conhecendo e analisando seus pontos fortes e fracos, as boas práticas desenvolvidas por seus players e principalmente monitorar de perto a referência do segmento de sua atuação, para que consiga enxergar os diferenciais de performance que o colocam e o mantém na liderança.

E será que existe a probabilidade, uma possibilidade real de superar este concorrente e se tornar um modelo, uma nova referência?

Claro que há possibilidades, o que não pode acontecer é que o desânimo tome conta, exerça uma interferência negativa e que não sejam tomadas ações para que os resultados venham. Persistência, foco, resiliência devem estar presentes no trato diário no caminho traçado aos objetivos e metas.

Buscar perfeição deve ser uma constante na vida de uma empresa moderna, combativa, que quer se perpetuar de forma sólida, estruturada, em um mercado cada vez mais globalizado e aberto a novos entrantes. Com um cliente a cada dia mais exigente, ciente de sua importância e de seu poder de mudar a tomada de decisão por parte das empresas, é crucial atender às suas demandas de forma ampla e efetiva, fazendo prevalecer os anseios de todas as partes interessadas no sucesso da empresa.

A empresa que não se renova, recicla e não oxigena sua organização, deixa de inspirar, levando em muitos casos à comodidade e em consequência,  em uma visão de médio a longo prazos,a estagnação do crescimento.

Examine, compare, recrie, envolva seus colaboradores, lidere mudanças, agregue novas informações, estimule a discussão e a inovação, gere conhecimento, enfim aprimore boas práticas e saia fortalecido destes relacionamentos.

5 de setembro de 2016

GESTÃO DO CONHECIMENTO - O QUE FAZER PARA RETER TALENTOS?


Novos talentos são imprescindíveis para que as empresas continuem focadas no seu processo de criação e aperfeiçoamento, mas como fazer para retê-los?

Temos que nos programar para os novos relacionamentos, principalmente em se falando do contato entre gerações, Baby Boomers, X,Y e a Z, que já entrou no mercado de trabalho com a tarefa de liderar, pois nasceram influenciados, fluentes em tecnologia e com uma visão dinâmica do que é mercado.

Como a expectativa de vida é crescente, será cada vez mais relevante saber administrar possíveis conflitos de comportamento e ideologia entre estas gerações.  Muitos profissionais da geração Baby Boomers, que ainda estão exercendo alguma atividade, contribuindo com a sua experiência no mercado de trabalho, irão ter como líderes ou subordinados, profissionais de outras gerações e terão que saber lidar cada vez mais com estas diferenças.

Não podemos perder, deixar que o conhecimento tácito adquirido se perca no espaço e no tempo, não seja compartilhado com outros e bem aproveitado. O aprendizado internalizado dever ser repassado, disseminado, externalizado, para que outras pessoas possam se apoderar destas informações, que podem gerar novos conhecimentos. Desenvolva técnicas, metodologias que estimulem os profissionais a registrar, documentar todos os novos conceitos aprendidos.

É nosso dever transmitir às novas gerações a bagagem de conhecimento adquirida, para que possam a partir daí, conquistar novos terrenos, aprimorar técnicas e conceitos. Hoje, devemos atuar como cooperados, colaborando em prol de uma  melhor qualidade, não importando se este ou aquele está mais certo. O que realmente é válido, é se despir de orgulho, pré-conceitos e se unir, dando as mãos em busca de máxima eficiência, excelência nos negócios.

Talentos devem ter tratamento especial, buscando consolidar uma estratégia de retenção, para que os custos de recrutamento, seleção, treinamento e de gestão do conhecimento sejam minimizados.
Infelizmente boa parte das empresas não investe, deixando de utilizar seu capital intelectual e os novos conhecimentos gerados por eles como fonte de vantagem competitiva.

Faça com que sua equipe de trabalho amadureça, busque sempre a melhoria, perceba suas deficiências e corra atrás para neutralizá-las, aprimore seus pontos fortes, desta forma os talentos serão preservados e não serão jogados fora, descartados conhecimentos absorvidos no decorrer de anos e anos.                                                                                                                                                                                                                                                              

29 de agosto de 2016

NÃO SEJA CENTRALIZADOR, SAIBA DELEGAR.

As empresas necessitam de líderes, pessoas engajadas, comprometidas com causas nobres e também de pessoas que sigam esta liderança, guiadas por entusiasmo e motivação para a busca de resultados.

Mas quando nos vemos a frente de um "líder" centralizador, nos remetemos a uma era que já deveria ter acabado, mas infelizmente não é o que presenciamos, ainda a inúmeros profissionais com este perfil.

O que acontece é que acabam sendo o centro das atenções, atuando com rédea curta, pensando colher assim resultados mais expressivos, mas sabemos que não é verdade, até porquê é humanamente impossível conhecer e fazer tudo com perfeição e excelência.

Saber delegar é uma qualidade essencial dos grandes administradores, é um exercício diário e democrático de conseguir extrair o melhor, a essência de cada colaborador e saber distribuir  bem as tarefas. 

Precisamos repensar e ser autocríticos com o que fazemos nas empresas, qual o legado que vamos deixar aos nossos subordinados e parceiros, qual aprendizado terão e como deverá ser o comportamento das lideranças em prol do crescimento sustentado.

É óbvio que em muitas vezes as decisões podem e devem ser centralizadas, ou seja, tomadas por poder ou autoridade de uma única pessoa, mas a discussão para se chegar a um consenso, deve ser sempre valorizada, para que as decisões tenham um peso maior e sejam melhor embasadas.

Deixemos de lado as convicções ultrapassadas, e vamos dar lugar ao debate, abrindo espaço a quem tem mais competência e habilidade para executar, ficando os líderes com a responsabilidade de organizar, dirigir e controlar todos recursos imprescindíveis ao sucesso da organização.

Enfim, o trabalho ficará muito mais prazeroso, quando as pessoas sentirem-se valorizadas, participantes ativas das decisões, no controle de seus atos, conscientes da sua importância dentro de um  processo de contínua evolução.

22 de agosto de 2016

ADMINISTRAÇÃO - A BUSCA CONSTANTE PELA PERFEIÇÃO

O papel da administração com a filosofia moderna da busca incessante pela perfeição, é compartilhar conhecimentos e aprimorar conceitos, além de é claro planejar como alcançar metas e objetivos, organizar recursos, dirigir pessoas e controlar resultados.

É importante também alocar cada qual em seu devido lugar, para que os recursos não sejam desperdiçados ou mal empregados, gerando descontrole e gastos desnecessários ou maximização de custos.

Todo cuidado é pouco,  muitos dizem que é impossível chegar à perfeição, mas há também um ditado que diz " ele não sabia que era impossível, foi lá e fez", então podemos sim buscar o aperfeiçoamento constante, se chegaremos a perfeição, aí é uma outra estória, só o tempo e o trabalho árduo irão dizer.

E a nossa responsabilidade parte em instituir princípios que inspirem as empresas a entregar produtos e serviços cada vez melhores, com conceitos inovadores, buscando sempre a economia ou minimização de recursos tão valiosos, que sustentam o nosso desenvolvimento.

É responsabilidade das empresas, coletar informações íntegras, atualizadas, destacar o que realmente importa, e atender todas as necessidades e desejos dos clientes, mesmo que estes os desconheçam. Gerar, despertar novas necessidades é também papel da administração moderna, ou mais especificamente do marketing.

O foco em qualidade é fator crucial para que os resultados cheguem, pois a ênfase em melhoria contínua vai fazer com que os indicadores de confiança e a credibilidade na empresa se mantenham em alta.

Busquemos então realizar, ou seja, colocar em prática todas aquelas ações antes pensadas, já planejadas, ou até mesmo engavetadas, procurando encontrar  gaps, falhas, desvios que podem ser corrigidos a tempo, viabilizando todo o processo eficiente de implantação.



15 de agosto de 2016

10 DICAS ESSENCIAIS PARA ADMINISTRAR BEM QUALQUER EMPRESA

Vou tentar ser sucinto e dar 10 dicas que farão com que sua empresa ganhe destaque no cenário competitivo.

1ª dica -  Faça um bom plano de negócios (Business Plan)

2ª dica -  Destaque as prioridades e faça ajustes sempre que achar necessário

3ª dica -  Defina metas e objetivos desafiadores, mas nunca impossíveis, que possam trazer desmotivação

4ª dica -  Obtenha o máximo de eficiência em todas as ações

5ª dica -  Busque sempre o aperfeiçoamento

6ª dica -  Treine, capacite, valorize constantemente seu capital humano

7ª dica -  Fique antenado com o que está acontecendo no mundo dos negócios

8ª dica -  Inove, pense em novas alternativas, quebre paradigmas

9ª dica -  Observe e aprimore boas práticas

10ª dica -Enfim, não desista, seja persistente, resiliente e aprenda com os erros.

Espero que utilizem estas dicas para iniciar ou dar continuidade a um negócio e encantar seu cliente.

8 de agosto de 2016

LOGÍSTICA VERDE - COMO AS CADEIAS DE SUPRIMENTOS PODEM COLABORAR?


A filosofia capitalista pede que as empresas produzam cada vez mais e muitas vezes com baixa eficiência, alto desperdício e retrabalho. Podemos então pensar que temos o dever de fazer melhor, aprimorar constantemente a forma que fazemos hoje, principalmente em se tratando da tão discutida SUSTENTABILIDADE.

Felizmente existem inúmeras empresas que tratam este assunto de maneira séria e criteriosa, advertidas pelas exigências de clientes, cientes da responsabilidade que as mesmas tem em relação às práticas sustentáveis. Mas por outro lado há diversas outras empresas, que não colocam em prática ou não tem como estratégia competitiva a LOGÍSTICA VERDE, ou de uma forma mas abrangente e complexa a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS VERDE - GREEN SUPPLY CHAIN MANAGEMENT.

Mas de que forma as cadeias de suprimentos podem colaborar para que a logística verde dê certo?

Novas formas de tratar a produção devem ser observadas e pesquisadas, devemos produzir, mas com total dedicação a fazer de uma forma mais econômica, evitando a má utilização,  destinação incorreta. e retorno inadequado. Embalagens devem ser reduzidas e reutilizadas, fontes de energia alternativas devem ser testadas para trazer máxima eficiência e efetividade às operações. É importante o investimento e desenvolvimento de uma matriz de transportes que traga vantagens logísticas e um menor dispêndio de tempo e custo para que os produtos cheguem ao seu destino final.

As empresas devem trabalhar de forma colaborativa, cooperando para que os resultados sejam positivos para todos, pois as compensações e as dificuldades serão sentidas também por todo o grupo participante da cadeia.

Nada acontece do dia para a noite, as experiências deverão ser compartilhadas para que haja um acréscimo de conhecimento, valorizando todas as relações entre os membros, desde o mais a montante, como o elo mais próximo do cliente final, ou a jusante.
A tecnologia da informação facilita e indica quais processos podem ser melhorados, ampliados ou descartados e fornece quais as  gaps  devem ser melhor trabalhadas, para que o resultado do conjunto de elementos participantes da cadeia seja expressivo, relevante e crescente.

A LOGÍSTICA VERDE prima por detalhar como serão os procedimentos que farão com que as empresas busquem alcançar resultados no andamento dos processos. As grandes corporações tem toda a responsabilidade em cobrar de seus parceiros, fornecedores, enfim de todos os participantes de sua cadeia de suprimentos, que as entregas contribuam significativamente e superem as expectativas dos seus clientes no que se refere às boas práticas verdes, sendo cada qual benchmarking naquilo em que tem maior know-how ou competência.

Sejamos então todos responsáveis por multiplicar, compartilhar, casos e estratégias de sucesso, onde a resposta deve ser sempre em direção a uma produção mais limpa, com o menor impacto possível ao meio ambiente, a processos simplificados, a inovações que priorizem a minimização de recursos, pois só assim poderemos nos sustentar em comparação à players situados em todas as partes do mundo.



31 de julho de 2016

O EMPREENDEDORISMO SOCIAL

O EMPREENDEDOR SOCIAL LUTA E TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO  MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DE UM GRUPO DE INTERESSADOS, ATORES COM NECESSIDADES EM COMUM, E ATUA EM PROL DE ALTERNATIVAS EFICIENTES PARA UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E EQUILIBRADA.

As demandas são variadas, mobilidade urbana, consumo responsável, destinação correta do lixo, alimentação saudável, matrizes energéticas limpas , empregabilidade e muitos outros temas.

Como podemos nos envolver com estes assuntos extremamente importantes para a virada qualitativa de uma sociedade e aumento de seu capital social?

Devemos mudar nossos pensamentos, nosso comportamento, temos que raciocinar orientados para o bem comum, não podemos ser individualistas, pois vivemos em comunidade, temos a necessidade de compartilhar e investir nosso tempo em coisas que realmente somem, que tragam significado ao nosso desenvolvimento humano, como seres pensantes.

É essencial argumentar criticamente de forma a contribuir com as ideias inovadoras, com os avanços tecnológicos, com a prospecção de novas técnicas e metodologias, que levem à simplificação, à economia ou minimização dos mais variados recursos.

Então mãos a obra, participação e envolvimento é fundamental para que os negócios se expandam e criem vantagens em relação a outros.
Temos o dever de sermos mais abertos a novas tendências, a buscar o ideal, a melhoria constante, não só para a nossa família, mas também de uma forma mais ampla, para todas as partes interessadas na evolução da qualidade.

Com seria bom se todos nós pudéssemos realmente usufruir de toda a infraestrutura de um país, mas de forma democrática, onde todos tivessem uma mesma oportunidade, tendo ou não dinheiro.
Toda cidade deveria ter seu parque público, mais áreas verdes e não só grandes empreendimentos imobiliários, shoppings e outros investimentos que apesar de geração de empregos e renda, não são para todos, mas para um grupo restrito de pessoas.

Vamos pensar em ampliar nossa visão em não só empreender no que nos traz um rápido retorno em dinheiro, mas em coisas que multipliquem a capacidade do indivíduo em viver melhor, em ter um menor custo de vida e maior qualidade de vida.

Sabemos que o Brasil não colabora, não faz a sua parte, não nos abre espaço para tornar as atividades menos onerosas. Sabemos também que é difícil implantar as ideias, pois existem uma série de obstáculos que devemos transpor, e em muitas vezes é isso que impede, desmotiva os empreendedores a colocar em prática seus planos.

O país está atrasado pelo menos 20 anos em relação a outros, até em se tratando de América do Sul, imaginem se compararmos com nações desenvolvidas. 
Se todos nós a partir de agora começarmos a nos apossar do que nos é devido, em participar de forma ativa e não como meros expectadores, esperando ver o que pode acontecer, com certeza chegaremos a um lugar muito melhor, onde todos poderão colher o que foi plantado.

Seja um empreendedor social, pense coletivamente, crie, inove, exercite compartilhar novas ideias, acredite que o investimento no lado social pode mudar o mundo, a situação do planeta, diminuir a violência e potencializar os resultados, equilibrando o aproveitamento dos recursos naturais, aperfeiçoando a forma de produzir e entregar valor à toda uma sociedade, carente de pessoas que pensem e hajam diferente.

25 de julho de 2016

MARKETING - COMO FAZER COM QUE SUA MARCA AGREGUE VALOR


É sem sombra de dúvida um dos assuntos mais contagiantes e mais importantes em se tratando de ORGANIZAÇÕES, falando no sentido empresarial.

Veremos como uma marca pode contribuir de forma positiva, agregando valor ao produto, serviço, ou os dois em conjunto.

O mundo corporativo não seria nada se não fossem as marcas. Convivemos diariamente com diversos produtos e consequentemente com as marcas que os compõe ou vice-versa, e as experiências adquiridas com estes contatos ficam registradas em nosso sub-consciente.

E como as empresas podem fazer com que estes registros sejam identificados e codificados de forma contínua nos seus clientes?

A percepção que os clientes tem de uma marca é algo essencial para que este contato seja positivo e agregue valor. Mas como assim AGREGAR VALOR?

Em todos os contatos que temos, em todas as relações efetuadas, não conseguimos nos manter isentos, exercitamos um diálogo constante com estas empresas, com os produtos e principalmente com as marcas, que nos trazem este feedback de tudo aquilo que vivenciamos no decorrer de nossas vidas.

As experiências nestas relações podem ser positivas, negativas ou neutras, ou seja, podem agregar ou não valor ou ainda não trazer significado algum. O fator que diferencia estas relações é como o cliente percebe o atendimento que a empresa está prestando. Mas a satisfação no atendimento não é fácil de se monitorar, pois envolve uma série de fatores, que mesmo identificados, são difíceis de se controlar. 

Mas porque mesmo conhecidos existe esta dificuldade?

Existe uma coisa chamada percepção individual ou individualidade, que é como cada um se comporta diante de uma série de fatos e como as empresas vão tomar decisões acerca destas multi facetas ,pluralidades ou indivíduos, públicos, que pensam diferente e têm comportamentos diversos em se tratando de uma mesma situação.

Neste momento entra em ação o profissional de MARKETING, que tem com tarefa principal, entender as mudanças, as variações, mutações dos mercados e propor soluções viáveis para suas marcas se manterem em destaque.

As marcas devem ser reconhecidas por atrativos e referências que façam o cliente a se apropriar delas, ou melhor, que façam seus clientes a serem os principais divulgadores e alavancadores nos ambientes virtuais, tão essenciais nos dias atuais.

Por que consumimos uma marca ao invés de uma outra? Existe tanta diferença que julgue uma marca ser tão reconhecida em comparação a outra?

O investimento em estratégias de marketing faz com que empresas sejam melhor posicionadas, reconhecidas por suas marcas, seus produtos, seu logo, seu slogan, suas ações de merchandising, ou se analisando de uma forma mais abrangente, todas as relações realizadas até o produto chegar nos pontos de venda e todas as suas variáveis já dentro do PDV, por meio do TRADE MARKETING.

Vejo o marketing como essencial nas negociações, como propulsor de uma boa política de crescimento sustentado por valorização das marcas, pelo empenho das empresas em agregar de forma contínua experiências positivas, e se diferenciar das outras pela sua performance, pelo foco e  follow up em seu COMPOSTO DE MARKETING OU MIX DE MARKETING.


18 de julho de 2016

LOGÍSTICA - OS EMPECILHOS QUE IMPEDEM O BRASIL DE SER MAIS PRODUTIVO

Todos nós escutamos desde pequenos que o Brasil será o PAÍS DO FUTURO, mas e este futuro que nunca chega? Ainda será possível alcançarmos um patamar de país desenvolvido em todos os sentidos? em que cenário estamos inseridos?

Neste artigo tentarei discernir um pouco sobre como a logística pode ser um diferencial para um país que quer se destacar em um cenário de alta complexidade e múltiplos players.

As empresas perdem, o país perde, os trabalhadores perdem e quem ganha com esta falta de critérios bem definidos na escolha de políticas públicas que encarem a logística como preponderante para o desenvolvimento?

Não a ganhos, somente perdas, nos vemos muitas vezes de mãos atadas para tomar decisões, a infraestrutura não colabora para que os resultados sejam melhores, ou não tão ruins. 
Perdemos e muito quando uma empresa não tem preparo para acompanhar a necessidade de seus clientes, ou quando não consegue entregar aquilo que se dispõe por falta de alternativas, pelos chamados GARGALOS LOGÍSTICOS, que limitam o crescimento e dificultam as empresas obterem algum tipo de vantagem competitiva.

O custo que o Brasil tem em trabalhar com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o preço da energia elétrica e dos combustíveis que elevam ainda mais o risco dos negócios, além de não poder atender entregas em maiores quantidades, ou volumes, e  ganhar em escala, são fatores extremamente relevantes. As empresas sofrem com estas falhas, desvios, gaps, desequilibrando todo um sistema, onerando as operações. Mesmo assim em alguns setores como o do agronegócio, somos vistos como referência mundial, imaginem se fosse feito o "DEVER DE CASA", como poderíamos estar.

Estradas e rodovias mal conservadas, outras ainda em terra ( infelizmente a grande parte), portos sucateados, ferrovias ainda com uma malha deficiente, sistema aéreo em grande desvantagem devido seus altos custos, ineficiência na hora de planejar os investimentos em MULTIMODALIDADE, ou seja, temos ainda muito a melhorar, para nos tornamos medianos, nem falaremos agora em excelência.

Não temos o direito de pensar em ESTACIONAR, pois muito deve ser feito, JÁ, não a tempo a perder, empregos estão sendo perdidos diariamente, o faturamento das empresas caindo, a qualidade em discussão e o país deixando de crescer, ou ainda pior, estagnado, sem perspectivas em um curto prazo de voltar aos eixos, ao caminho de aumento de eficiência produtiva, ou seja, fazer mais com menos.

Podemos e devemos ser melhores, o país suplica para que avanços aconteçam, planos devem ser tirados do papel, discutidos e colocados em prática, seremos sim um  país do futuro, mas não sem antes nos conscientizarmos das nossas deficiências, de nossas fragilidades, mas também de onde queremos chegar e uma das saídas é através de um projeto robusto com visão estratégica e de longo prazo.


9 de julho de 2016

A QUALIDADE VISTA COMO FATOR INTRÍNSECO PARA O DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO

Podemos sentir nas empresas modernas uma busca incessante por aprimoramento, POR AÇÃO e não reação, pró-atividade, por melhoria contínua, e isto é bom? É o bastante para se conseguir excelentes resultados?

Vejamos que a concorrência nos dias atuais é extrema, os players estão situados em todas as partes do globo, os clientes também. A necessidade de entregar algo diferenciado é uma constante, seja um produto, um serviço ou ainda ambos.

Será que as empresas domésticas estão preparadas para competir em um ambiente complexo, mutante e globalizado, cheio de variações e obstáculos, em uma economia de altos e baixos, em um contexto de insegurança e de incertezas? 

Como é feito hoje o planejamento a longo prazo, os planos são feitos observando-se diferentes cenários, ou seja, criando planos de contingência, alternativas diversas para cenários diferentes, como o pessimista, otimista ou realista?

Entendo que a única forma de a empresa se perpetuar, que deve ser seu objetivo maior, é buscar atender necessidades e desejos dos clientes no formato de excelência e isso só é conquistado se forem focadas em qualidade e não só a perspectiva da qualidade individual e sim a pluralidade da qualidade ou ainda mais conhecida por QUALIDADE TOTAL. 

Esta qualidade total deve ser sempre estendida aos parceiros de negócio, atores interessados ou stakeholders. Sem o apoio destes fica inviável atender aos requisitos da qualidade, até porque devemos pensar sempre na INTEGRAÇÃO e na vantagem competitiva que esta união trará.

O envolvimento do capital intelectual, na filosofia da entrega da qualidade a um custo que torne o negócio viável é também primordial para que os processos de mudança ocorram sem muitas interferências negativas. É claro que exista um espaço para transição, para se incorporar novos pensamentos e para se tomar decisões acertadas, mas como diz o ditado " tempo é dinheiro", devemos pensar, programar e agir no menor espaço de tempo possível, adequando-se ao que o mercado nos cobra.

Quantos anos se passarão para nos tornarmos país de primeiro mundo, ou será que sequer alcançaremos este patamar?

Somos hoje um país emergente, ou seja, estamos no meio termo, nem somos considerados subdesenvolvidos, e nem desenvolvidos, fazemos parte hoje do chamado BRICS ( Brasil, Rússia, Índia, China e South África) e infelizmente estamos na "lanterninha" dentre os mesmos, em se analisando grande parte dos indicadores.

Se continuarmos agindo assim, com falhas e mais falhas, erros e mais erros nunca nos tornaremos uma referência mundial. Mas nem tudo está perdido, as novas gerações, os novos pensadores, enfim os novos profissionais e empreendedores devem se preocupar todos os dias com fazer melhor e melhor, isto sim vai fazer com que as empresas conquistem resultados diferentes, expressivos, destoando do que é feito hoje, indo em direção à liderança e não ao amadorismo .

Mas o FOCO NA QUALIDADE pode nos tirar desta situação adversa, e não é uma coisa de outro mundo, podemos sim crescer de forma sustentada, mas é preciso observar que devemos ter um engajamento de todos, empresas e colaboradores, orientados para um mesmo caminho, um mesmo objetivo.
As empresas que investem em qualidade, tem um impacto e um tempo de recuperação muito menor do que aquelas  que não tem este foco. É uma escolha que deve ser definitiva, e não breve, temporária como muitas pensam e praticam.

O  FATOR QUALIDADE deve ser pensado como prioritário nas discussões acerca de restruturação, mesmo em se falando em redução de custos, não podemos esquecer que o cliente é cada vez mais exigente e sabe o que quer, por mais este motivo é essencial respeitar, atender ou seja suprir todas as suas necessidades e desejos de forma a encantá-lo.

Qual a principal diferença de um produto feito na China, no Japão, no Brasil ou nos Estados Unidos?

A confiança obtida com as experiências positivas com os produtos e serviços consumidos é que faz a diferença entre uma empresa e outra, e a qualidade está intimamente ligada nesta escolha, ou melhor é um fator intrínseco nestas decisões. Muitas empresas Chinesas, ainda tidas como fornecedores de má qualidade, já se expressam de outra maneira, pensando em primar e fidelizar sua clientela amparadas na visão da "QUALIDADE A QUALQUER CUSTO", visto que já é percebido e bem recebido por quem os consomem, que pagam por estes diferenciais.

Em síntese, exija de todos os seus parceiros a máxima colaboração, o máximo empenho, o desejo de tornarem-se parte, peça de uma mesma máquina, que só funciona quando atuam sincronizadas, em sintonia, em sinergia, buscando um mesmo ideal de PERFORMANCE EMPRESARIAL.

29 de junho de 2016

COMO PODEMOS AGIR PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DE UMA CRISE?

Sentimos na pele de forma intensiva os efeitos de uma crise, que não é só econômica, e sim uma crise de identidade, ética e moral. Como assim de identidade, ética e moral? Vou tentar esclarecer em poucas linhas no que acredito ser uma das piores crises já vivenciadas por nós brasileiros.

Mas como chegamos neste ponto? A crise tem hora para terminar? As empresas são culpadas? Os cidadãos têm sua parcela de culpa? O que podemos e devemos fazer?

Empregos sendo ceifados dia-a-dia, um processo de desindustrialização crescente, empresas, aos montes, fechando as portas e não são só as pequenas, há vários casos de empresas familiares com mais de 50 anos com o mesmo infeliz fim, com o efeito devastante da...FALÊNCIA!
Não existe um segmento sequer que vá sair ileso desta crise, sem algum arranhão, uns claro que são mais impactados, alguns com características peculiares, sofrerão menos, outros poucos aproveitam a crise para crescer OU CRIAM NOVOS NEGÓCIOS, observando novas necessidades.

A hora é agora, não podemos esperar acontecer algo de pior. Então todos nós, da melhor forma, devemos contribuir para que estes efeitos devastadores não perdurem por mais tempo. Qual a saída?
A ÚNICA SAÍDA É FOCO, ou seja, devemos estar focados a primeiramente entender e  depois minimizar as causas, os impactos que levaram o país a desmoronar e tiveram por consequência o fechamento de inúmeras empresas em todas as partes do Brasil, 

Mas o aprendizado que teremos ao final, acredito, será positivo, pois nos tornaremos mais atentos à questões antes não tão observadas, como a política, principalmente a ética na política, ou a pensar em alternativas antes impensadas, a colocar em prática projetos que já estavam engavetados a muito tempo, a pensar estrategicamente, no longo prazo e se planejar para alcançar os objetivos traçados, a aproveitar os momentos de economia favorável e reinvestir no negócio, a manter uma boa estrutura da organização, A CRIAR CICLOS VIRTUOSOS, AO INVÉS DE VICIOSOS.

Existe uma discussão muito grande, principalmente nas redes sociais, alguns defendendo este ou aquele partido, esta ou aquela ideologia, muitas amizades de longos anos,foram desfeitas por esta razão. Mas vejo e observo como fator positivo o jovem estar de fato entrando nestas discussões, muitos destes hoje "SERES POLITIZADOS", antes eram mero espectadores,analfabetos políticos, assistiam inertes, sem participação ativa, sem visão crítica, não tinham interesse e não enxergavam os impactos que tudo isso poderia causar.

Nisto, o setor privado perde excelentes profissionais que acabam indo para o  setor público, onde apesar dos pontos negativos, da burocracia excessiva, da ainda ineficiência dos serviços, das dificuldades enfrentadas pela falta de infraestrutura básica, veem-se em contrapartida à uma visão de estabilidade parcial, que em épocas de escassez de emprego, tornam-se uma excelente opção.

Esta crise é derivada e advém de muitos fatores, onde não devemos achar prioritariamente os culpados e sim entender os significados, as razões, as causas, para que no decorrer dos próximos anos não venhamos a cometer os mesmos erros.

Infelizmente o País não consegue crescer de FORMA SUSTENTADA, o que ocorre é a economia em crescimento por alguns anos e logo depois a perda de conquistas em ciclos seguintes, o que acarreta quebra de confiança por parte de investidores estrangeiros e o endividamento das famílias que não conseguem se manter empregadas. 

É claro que o País está em amadurecimento ainda, de sua democracia, de suas instituições, do pertencimento dos cidadãos a uma ordem política, mas poderíamos abreviar tudo isso se tivéssemos maior controle de tudo, mais comprometimento com o País e com as causas sociais.

Todos nós temos uma parcela de culpa, pois não trabalhamos em equipe, somos ainda muito individualistas, pensando somente o que é bom para cada um, e não para a sociedade. A classe política está falida, não de dinheiro, mas de moral, de idoneidade, são quase todos, FARINHA DO MESMO SACO, diferenciados somente por legendas de partidos, que pregam uma coisa, mas colocam em prática outra totalmente deturpada com a filosofia descrita nos estatutos de formalização, concebidos na criação dos mesmos.

Empresas mancomunadas com a corrupção, pessoas comuns desacreditadas que algo possa melhorar, o pessimismo ronda as rodas de discussão e o momento é de pura reflexão dos atos que refletiriam em uma reviravolta positiva.
Mas será que conseguiremos, com o "TRABALHO DE FORMIGUINHA" alavancar os resultados econômicos e minimizar os efeitos desta crise?

Façamos uma autocrítica, será que participamos das questões relacionadas com as empresas que trabalhamos de forma a contribuir com soluções e não só para criticar? Será que damos nossa contribuição de forma efetiva nas questões relacionadas ao nosso entorno, no nosso bairro, na cidade em que moramos, nas politicas públicas, não só em época de eleição? Será que ajudamos na conscientização daqueles que não sabem da sua importância, de multiplicar e disseminar conhecimentos?

Acredito muito no esforço individual que vai se capilarizando e tomando outros rumos e destinos, alcançando outras pessoas e influenciando-as para que se unam com o objetivo de melhoria significativa das condições de vida.

O que podemos fazer na prática é COLABORAR, COOPERAR, em um momento em que todas as decisões devem ser repensadas, reavaliadas, reescritas, enfim com ajustes no planejamento e se for necessário, PISE NO FREIO, não esqueça que a vida de sua empresa e a permanência
de seu capital humano é o mais importante.

O QUE NÃO PODEMOS É FICAR PARADOS, JUNTOS FAZEMOS MELHOR E ENXERGO QUE SOMENTE DESTA MANEIRA É QUE CHEGAREMOS A ALGUM LUGAR, A UM LUGAR ONDE HAJA CONDIÇÕES DE CUIDARMOS DA FAMÍLIA DE FORMA DIGNA, SEM VIOLÊNCIA, COM SAÚDE E EMPREGO.

14 de maio de 2015

ENTREVISTA SOBRE EMPREENDEDORISMO CONCEDIDA PARA O JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE EM 27/01/2015







  1. Qual a importância das micro e pequenas empresas para o cenário econômico do país? A geração de emprego é a principal contribuição das micro e pequenas empresas para o setor econômico? 

Sem sombra de dúvida, as MPEs são primordiais para um cenário econômico promissor e virtuoso, especialmente como alavancadoras do nível de renda, na inserção ao mercado de trabalho, além de participarem ativamente do processo de desenvolvimento do país. A geração de empregos, principalmente os formais, fazem das MPEs uma mola propulsora para o crescimento sustentado em todos os segmentos que participam.  

  1. Que medidas podem ser tomadas para incentivar ainda mais o surgimento / manutenção dessas micro e pequenas empresas? 

Apesar dos avanços da nova Lei Geral das MPEs, a carga tributária ainda compromete e muito a continuidade e perpetuação das mesmas e isso deve ser repensado, trabalhado e cobrado para que elas tenham tempo para a estruturação e desenvolvimento, trazendo um retorno significativo para toda a sociedade. É também extremamente importante investir, incentivar, fomentar a criação de novas empresas por meio de ações que simplifiquem e tornem a abertura e os custos de manutenção do negócio mais próximos da realidade. 
A participação das MPEs no cenário nacional somadas aos MEIs (Micro Empreendedores Individuais) é em muitos segmentos próximo aos 99%, isso nos remete à importância delas nos resultados macroeconômicos, como por exemplo o do PIB. Claro que se fizermos uma análise mais detalhada, perceberemos que ainda se tem muito por fazer. Apesar da melhora nos últimos anos, o tempo de vida destas empresas é ainda muito pequeno e as receitas aquém do patamar que deveriam estar. 

  1. Do ponto de vista de um administrador de empresas, o que é um micro ou pequeno empreendedor bem sucedido? E o que ela precisa ter / fazer para alcançar o sucesso nos negócios? 

O Micro ou Pequeno Empreendedor bem sucedido  é aquele que consegue surpreender, encantar o seu cliente, conquistando a sua confiança, deve possuir um perfil diferente dos demais, adorar desafios, amar o que faz, ter uma visão mais ampla do que é o seu negócio, onde quer fazê-lo chegar, quais resultados, objetivos e metas quer alcançar. Precisa ser confiante, resiliente e se qualificar para agarrar e não deixar escapar as oportunidades quando assim surgirem. Não deve pensar no lucro a qualquer custo e de colher excelentes resultados no curto prazo, pois senão perde a concentração no que é mais importante, nas prioridades ou mais crítico para o seu sucesso. 

  1. Qual é o peso / impacto que o item mão de obra pode ter para o sucesso de um negócio / empresa? 

O impacto é enorme, pois sem mão de obra preparada, capacitada fica difícil se chegar a algum lugar e entregar o que os clientes, hoje cada vez mais exigentes, necessitam e desejam para a sua satisfação. 
Podemos dizer o que faz a diferença em qualquer empresa é o seu capital humano, o nível de conhecimento e o quanto estão envolvidos, então os valorize que o retorno virá, obtendo assim vantagem competitiva. 
  1.  Esse impacto é maior no caso das micro e pequenas empresas? Há segmentos / tipos de negócios que são mais afetados?  
Quando direcionamos o foco às MPEs a influência da mão de obra é ainda maior, pois muitas vezes a empresa fica na dependência do expertise de  poucos colaboradores ou até mesmo de uma única pessoa para desenvolver os seus processos com qualidade. Quando falamos em empresas prestadoras de serviços a análise deve ser ainda mais crítica quanto ao peso que o capital intelectual gera e agrega ao negócio. 

  1. Muitos empresários reclamam dessa questão: é difícil encontrar profissionais qualificados no mercado. Por que isso ocorre? É mesmo difícil encontrar profissionais qualificados? 

É verdade que em muitas áreas, profissionais gabaritados são escassos, mas não podemos generalizar. Tenho uma visão clara sobre este assunto, que acontece infelizmente em inúmeras empresas. Os gestores em muitos casos denotam um profundo despreparo para a contratação de mão de obra para as suas empresas. Falta observar melhor o perfil desejado, para que não ocorra o que presenciamos todos os dias, profissionais sendo contratados com um modelo pré concebido, ou seja, como se fossem produzidos em série, não prezando pela diversidade, este sim fator que deve ser amplamente difundido, tanto no recrutamento, quanto na seleção.  
  1. Como melhorar esse panorama? De quem é a responsabilidade? Só dos trabalhadores, ou também dos empresários?  
A responsabilidade deve ser compartilhada, pois as duas partes tem interesse que o mercado cresça, que o país gere mais empregos, que estes empregos sejam melhor remunerados e para que isso aconteça é necessário investimento em treinamento e formação e em alguns casos mudança da cultura organizacional. 

  1. Qual a importância das micro e pequenas empresas para o cenário econômico do Ceará? A geração de emprego é a principal contribuição das micro e pequenas empresas para o setor econômico? 

Não só o Ceará, como todo o Norte e Nordeste brasileiros são riquíssimos culturalmente e temos que ver isso como uma grande oportunidade para a geração de renda. Em muitas regiões a participação das MPEs é essencial para o equilíbrio na cadeia de fornecedores A melhor forma para inserirmos o país no rol das nações desenvolvidas é o investimento em inovação, principalmente começando com as MPEs. Conseguimos isso propondo novas soluções para problemas já conhecidos ou um novo ponto de vista, quebrando paradigmas. Sabemos também que ainda é muito alto a porcentagem de trabalho informal, ocupando em muitos setores índices alarmantes. De outro lado existe uma perspectiva muito favorável de desenvolvimento da região Nordeste, que muitos analistas dizem ser “a bola da vez”, então é aproveitar esta janela de oportunidades antes que ela se feche. 

  1. Em que medida as micro e pequenas empresas são sensíveis às variações / momentos de instabilidade da economia brasileira? 

A estrutura, base de muitas das MPEs é precária, planejamento estratégico inexistente, a gestão amadora e o conhecimento sobre o mercado-alvo, concorrência e os seus produtos insuficiente, isto reflete de forma significativa em momentos de crise, fazendo com que saiam do mercado, quebrem, fechem as portas. Uma saída é investir no empreendedorismo para não ser tão suscetível a estas mudanças repentinas, inesperadas no cenário global que afeta principalmente as economias emergentes, como é o caso do Brasil.  
Em tempos de crise, crie, faça diferente, diversifique os produtos e serviços, trabalhe mais, busque se reciclar e aceitar novas opiniões e críticas, em síntese saia e se mantenha sempre na frente da concorrência. 

  1. Para micro e pequenos empresários, como melhorar a produtividade de sua equipe? 

Eu acredito que os Micro e Pequenos Empresários devem pensar como grandes empresas, mesmo não tendo as mesmas condições, aproveitando-se para ocupar espaços que estas não tem interesse. O primeiro passo é saber para onde caminhar, a equipe dever atuar em sinergia para que consigam alcançar resultados eficientes, com excelência. Devem conhecer muito bem o negócio e o segmento que estão inseridos e comprar a ideia, comprometendo-se, participando ativamente de todo o processo. Os donos, sócios, gestores devem liderar dando bons exemplos, motivando, caminhando lado a lado com a equipe, buscando sempre o aperfeiçoamento, a melhoria contínua. 

Enfim, você que tem uma boa ideia, coloque-a no papel e comece desde já a pensar na viabilidade do projeto. Monte um bom plano de negócios (Business Plan) e comece a trabalhar com ele, fazendo alguns pequenos ajustes se necessário, não sendo desta forma dificilmente conquistará algo que será valorizado.