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19 de setembro de 2016

SUSTENTABILIDADE - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO LIMPA


Conhecida também por produção verde, produção mais limpa ou como conceito mais atual - ecoeficiência, é a forma mais equilibrada e sustentável em se conseguir fabricar algo, seja o que for.

É uma filosofia que deve ser incorporada e compartilhada em todas as organizações que dão importância a proteção ao recursos naturais e à vida em perfeita sintonia.

Não devemos nos acomodar e sim nos cobrar para sermos cada vez melhores, e melhores também em se tratando de minimizar ao máximo os impactos inerentes sofridos pelo meio ambiente e que em muitas situações é a mais pura irresponsabilidade corporativa.

Temos que nos lembrar que em  primeiro lugar vem a natureza, no seu sentido mais amplo, pois é por meio dela que vem a nossa subsistência. Depois podemos observar de que forma conseguiremos ser mais produtivos, retornando de forma satisfatória e sustentável aos anseios e desejos dos clientes.

A produção limpa deve ser um objetivo a ser perseguido de perto, orientando a todos quais os caminhos devem ser percorridos e os entraves que podem ocorrer neste trajeto.
Os desafios são grandes, até porque muitas empresas não dão importância ao que está acontecendo no mundo e as dificuldades enfrentadas para se manter as condições mínimas de qualidade de vida.

Você gestor, líder, sócio, ou qualquer outro stakeholder, trate deste assunto com a maior sensibilidade possível, pois é certo que precisamos gerar empregos, trazer divisas e receitas, mas é mais certo ainda que não podemos abandonar as causas maiores, que protejam e deem ao planeta condições efetivas de reestruturação e renovação de seus recursos, no decorrer dos anos.

Comece dando o exemplo em sua casa, separe seu lixo, descarte corretamente, reaproveite quando puder, economize água, energia, cobre os seu direitos com a municipalidade em relação à política nacional de resíduos sólidos, deste jeito contribuirá ativamente para a diminuição dos impactos sofridos pelo meio em que vivemos.

Procure disseminar, multiplicar, compartilhar práticas consideradas como sustentáveis, que levem ao desenvolvimento, mas não sem antes focar na redução, reutilização, diminuição do desperdício, pesquisa de novas fontes de energia verde, limpa e evitando assim a emissão descontrolada de gases que causam o efeito estufa, tão prejudicial à toda nossa biosfera.






27 de janeiro de 2009

A LOGÍSTICA REVERSA E SUAS IMPLICAÇÕES


O consumo de embalagens, como garrafas pet, sacolas plásticas e produtos tecnológicos, celulares, computadores é cada vez maior, e o ciclo de vida cada vez menor, degradando, retirando do meio-ambiente uma quantidade muito maior de recursos que a natureza consegue renovar. As pessoas querem o que há de mais moderno e acabam deixando de lado bens a pouco comprados, com mínimo uso e ainda pior não dão uma destinação correta a esse “lixo”, jogando-os juntamente com o lixo comum, criando problemas à saúde pública e deixando o lado ambiental em segundo plano.

Segundo dados do PNUD (Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento, o mundo já está consumindo 40% de todos os recursos disponíveis, considerando alimentos, energia e recursos naturais, além da capacidade de reposição da biosfera e esse déficit aumenta 2,5% ao ano. No Brasil, são diariamente despejadas na natureza 125 mil toneladas de rejeitos orgânicos e de material potencialmente reciclável.

As industrias modernas tentam todos os dias melhorar a sua produtividade com técnicas que inibam o desperdício, com foco na produção limpa, verde e que tenham um planejamento com a logística reversa de produtos pós-consumo e pós-venda, produtos com defeito de fabricação, validade vencida, radioativos, baterias de celulares, pilhas, monitores de computador, latas de alumínio, pneus, embalagens de fertilizantes, de pesticidas, produtos tóxicos em geral, materiais estes que precisam de uma logística que traga de volta à produção ou à remanufatura, no sentido inverso, matéria-prima secundária e não matéria-prima virgem retirada do meio-ambiente, ou seja, recurso não-renovável.

Na logística reversa o fluxo é inverso, parte do consumidor e chega ao fornecedor, revendedor, diferentemente do fluxo direto de materiais da logística comum,convencional, gerando assim um ciclo, devendo ser muito bem administrado pela área de logística empresarial que deve planejar junto aos canais de distribuição o retorno dos bens para a área de negócios ou para o setor produtivo de forma rápida e segura, de acordo com as normas e questões ecológicas.

É muito preocupante a quantidade de lixo tecnológico que assola a todos os países do mundo, alguns já tomaram sérias medidas de contenção, aproveitamento de material e reciclagem, criando leis severas que controlem o descarte, impondo sanções e responsabilidades quanto a racionalização.

Ainda existem muito poucos aterros sanitários ecologicamente corretos, com o local sendo construído especificamente para este fim, os produtos separados por tipo e armazenados em local seguro, enquanto que nos lixões, dispostos a céu aberto e infelizmente os mais usuais, os produtos são misturados, jogados de qualquer forma, poluindo o solo, a água e o lenço freático, ocasionando sérios riscos à população. O custo para se manter estes depósitos é cada vez maior e muitas cidades já “exportam” o seu lixo para outras que têm uma estrutura melhor e mais condizente com as normas sanitárias.

Uma boa forma do cidadão contribuir com o desenvolvimento sustentável e conseqüentemente com a logística reversa, é separar em sua casa o lixo orgânico do lixo reciclável, selecionando os produtos, papel, plástico, metal, vidro, óleo de cozinha, racionando também as embalagens plásticas, pois a quantidade de lixo urbano aumenta a cada ano e o destino, tratamento deste lixo é cada vez mais problemático, então a saída, solução é que as pessoas se conscientizem, facilitem a coleta e a posterior reutilização, economizando assim energia e recursos naturais tão indispensáveis a sobrevivência de todos os seres vivos do planeta.

7 de julho de 2008

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, RESPONSABILIDADE DE TODOS !



A evolução da espécie humana em sintonia com a ciência e a tecnologia tem trazido muitas descobertas que estão ajudando, auxiliando o homem moderno a tomar atitudes, ações, em total consenso com a preservação do nosso planeta e em especial ao desenvolvimento de maneira sustentável.

A alguns anos só se pensava no desenvolvimento através da exploração dos recursos naturais, sem pensar na sua reestruturação, pois estes bens são escassos e não renováveis, mas hoje, ainda que tardio,já se contemplam o uso destes recursos, mas com responsabilidade em relação às novas gerações, ou seja, retirando da natureza somente o indispensável, deixando sempre uma sobra para ser utilizada futuramente.
O planeta já estaria em total colapso se medidas corretivas não fossem tomadas, pois a tendência da produção mundial é só aumentar e em conseqüência os gases tóxicos jogados no ar, trazendo uma série de complicações aos seres humanos, animais e plantas, enfim à vida na Terra.

Os países desenvolvidos ainda relutam em participar ativamente deste processo de grande valia, pois sem uma concepção voltada à sustentabilidade as crianças não conseguiriam sobreviver em um ambiente tão hostil e desprovido de um mínimo de condições de vida saudáveis.

Os créditos de carbono são uma boa alternativa para um maior controle das emissões de gases e resíduos tóxicos que prejudicam tanto a camada de ozônio, como também o solo, os rios, mas os países centrais ainda são beneficiados, pois compram os créditos dos países periféricos, fazendo assim com que sua produção continue a todo vapor e nos mesmos níveis anteriormente registrados, dando-lhes o certificado para poluir.

Mas as perspectivas são boas, pois as grandes organizações estão focadas na responsabilidade sócio-ambiental, levando outras a copiá-las, o que é muito bom, até como estratégia comercial, diferencial competitivo, para se tornarem líderes de uma boa imagem perante a opinião publica e o mercado global.

Que novas iniciativas sejam tomadas vislumbrando a qualidade de vida e o bem estar geral, com uma visão de longo prazo, direcionando a novas alternativas de sustentabilidade do planeta.

2 de março de 2008

VIDA ÚTIL DOS PRODUTOS


Com o mercado tão ágil como o atual é crescente o número de produtos da área tecnológica que se tornam obsoletos em um curto espaço de tempo, assim joga-se fora recursos importantes, tornando o mercado cada vez mais capitalista e ávido por novidades, muitas das vezes que não servem para nada, mas os clientes sofrem uma enxurrada de novos produtos, ou inovações quase que imperceptíveis, levando-os a inutilizarem o bem anterior. 

Em alguns casos pode-se chegar ao caos em poucos anos, como a produção crescente do número de veículos automotores, sendo que as ruas, estradas, rodovias, não têm a opção de crescimento devido a urbanização, fazendo com que em pouco tempo existam ferro velhos de luxo, carros sem mercado comprador, aparelho de tv, som, celulares e produtos eletrônicos em geral.

Não seria melhor que ao invés de serem abandonados, descartados, fossem aproveitados, como forma de “upgrade”, como os pc’s, o mesmo celular,com acessórios ou tecnologia mais recente, o mesmo carro, carroceria com novo design, novo console, novo sistema de combustível, isto sim , aproveitando os recursos, agregando somente itens novos, acrescentando serviços no pós-venda, deixando o bem sempre atual.

O mercado automotivo é um excelente exemplo, por mês são vendidos cerca de 4,5 milhões de veículos(Produção Mundial), por ano 54 milhões, daqui a 10 anos serão 540 milhões ,diminuindo os que são retirados de circulação, que gira em torno de 54 milhões, o resultado é nada mais, nada menos que 486 milhões de veículos circulando a mais nas cidades,no Brasil são quase 3 milhões de veículos a mais por ano, será que a infra-estrutura irá suportar isso, ou será que este consumo exacerbado tem que diminuir, com os órgãos públicos dando mais ênfase aos transportes de massa, como ônibus, trens, metrôs, conscientizando a população a utilizá-los, minimizando assim o caos urbano.

Continuando desse jeito, aonde será que iremos parar ?