“A solução de problemas só restaura a normalidade. As oportunidades significam explorar novos caminhos”.

Peter Drucker

29 de agosto de 2016

NÃO SEJA CENTRALIZADOR, SAIBA DELEGAR.

As empresas necessitam de líderes, pessoas engajadas, comprometidas com causas nobres e também de pessoas que sigam esta liderança, guiadas por entusiasmo e motivação para a busca de resultados.

Mas quando nos vemos a frente de um "líder" centralizador, nos remetemos a uma era que já deveria ter acabado, mas infelizmente não é o que presenciamos, ainda a inúmeros profissionais com este perfil.

O que acontece é que acabam sendo o centro das atenções, atuando com rédea curta, pensando colher assim resultados mais expressivos, mas sabemos que não é verdade, até porquê é humanamente impossível conhecer e fazer tudo com perfeição e excelência.

Saber delegar é uma qualidade essencial dos grandes administradores, é um exercício diário e democrático de conseguir extrair o melhor, a essência de cada colaborador e saber distribuir  bem as tarefas. 

Precisamos repensar e ser autocríticos com o que fazemos nas empresas, qual o legado que vamos deixar aos nossos subordinados e parceiros, qual aprendizado terão e como deverá ser o comportamento das lideranças em prol do crescimento sustentado.

É óbvio que em muitas vezes as decisões podem e devem ser centralizadas, ou seja, tomadas por poder ou autoridade de uma única pessoa, mas a discussão para se chegar a um consenso, deve ser sempre valorizada, para que as decisões tenham um peso maior e sejam melhor embasadas.

Deixemos de lado as convicções ultrapassadas, e vamos dar lugar ao debate, abrindo espaço a quem tem mais competência e habilidade para executar, ficando os líderes com a responsabilidade de organizar, dirigir e controlar todos recursos imprescindíveis ao sucesso da organização.

Enfim, o trabalho ficará muito mais prazeroso, quando as pessoas sentirem-se valorizadas, participantes ativas das decisões, no controle de seus atos, conscientes da sua importância dentro de um  processo de contínua evolução.

22 de agosto de 2016

ADMINISTRAÇÃO - A BUSCA CONSTANTE PELA PERFEIÇÃO

O papel da administração com a filosofia moderna da busca incessante pela perfeição, é compartilhar conhecimentos e aprimorar conceitos, além de é claro planejar como alcançar metas e objetivos, organizar recursos, dirigir pessoas e controlar resultados.

É importante também alocar cada qual em seu devido lugar, para que os recursos não sejam desperdiçados ou mal empregados, gerando descontrole e gastos desnecessários ou maximização de custos.

Todo cuidado é pouco,  muitos dizem que é impossível chegar à perfeição, mas há também um ditado que diz " ele não sabia que era impossível, foi lá e fez", então podemos sim buscar o aperfeiçoamento constante, se chegaremos a perfeição, aí é uma outra estória, só o tempo e o trabalho árduo irão dizer.

E a nossa responsabilidade parte em instituir princípios que inspirem as empresas a entregar produtos e serviços cada vez melhores, com conceitos inovadores, buscando sempre a economia ou minimização de recursos tão valiosos, que sustentam o nosso desenvolvimento.

É responsabilidade das empresas, coletar informações íntegras, atualizadas, destacar o que realmente importa, e atender todas as necessidades e desejos dos clientes, mesmo que estes os desconheçam. Gerar, despertar novas necessidades é também papel da administração moderna, ou mais especificamente do marketing.

O foco em qualidade é fator crucial para que os resultados cheguem, pois a ênfase em melhoria contínua vai fazer com que os indicadores de confiança e a credibilidade na empresa se mantenham em alta.

Busquemos então realizar, ou seja, colocar em prática todas aquelas ações antes pensadas, já planejadas, ou até mesmo engavetadas, procurando encontrar  gaps, falhas, desvios que podem ser corrigidos a tempo, viabilizando todo o processo eficiente de implantação.



15 de agosto de 2016

10 DICAS ESSENCIAIS PARA ADMINISTRAR BEM QUALQUER EMPRESA


Vou tentar ser sucinto e dar 10 dicas que farão com que sua empresa ganhe destaque no cenário competitivo.

1ª dica -  Faça um bom plano de negócios (Business Plan)
2ª dica -  Destaque as prioridades e faça ajustes sempre que achar necessário
3ª dica -  Defina metas e objetivos desafiadores, mas nunca impossíveis, que possam trazer desmotivação
4ª dica -  Obtenha o máximo de eficiência em todas as ações
5ª dica -  Busque sempre o aperfeiçoamento
6ª dica -  Treine, capacite, valorize constantemente seu capital humano
7ª dica -  Fique antenado com o que está acontecendo no mundo dos negócios
8ª dica -  Inove, pense em novas alternativas, quebre paradigmas
9ª dica -  Observe e aprimore boas práticas 
10ª dica -Enfim, não desista, seja persistente, resiliente e aprenda com os erros.

Espero que utilize estas dicas para iniciar ou dar continuidade a um negócio e encantar seu cliente.

8 de agosto de 2016

LOGÍSTICA VERDE - COMO AS CADEIAS DE SUPRIMENTOS PODEM COLABORAR?


A filosofia capitalista pede que as empresas produzam cada vez mais e muitas vezes com baixa eficiência, alto desperdício e retrabalho. Podemos então pensar que temos o dever de fazer melhor, aprimorar constantemente a forma que fazemos hoje, principalmente em se tratando da tão discutida SUSTENTABILIDADE.

Felizmente existem inúmeras empresas que tratam este assunto de maneira séria e criteriosa, advertidas pelas exigências de clientes, cientes da responsabilidade que as mesmas tem em relação às práticas sustentáveis. Mas por outro lado há diversas outras empresas, que não colocam em prática ou não tem como estratégia competitiva a LOGÍSTICA VERDE, ou de uma forma mas abrangente e complexa a GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS VERDE - GREEN SUPPLY CHAIN MANAGEMENT.

Mas de que forma as cadeias de suprimentos podem colaborar para que a logística verde dê certo?

Novas formas de tratar a produção devem ser observadas e pesquisadas, devemos produzir, mas com total dedicação a fazer de uma forma mais econômica, evitando a má utilização,  destinação incorreta. e retorno inadequado. Embalagens devem ser reduzidas e reutilizadas, fontes de energia alternativas devem ser testadas para trazer máxima eficiência e efetividade às operações. É importante o investimento e desenvolvimento de uma matriz de transportes que traga vantagens logísticas e um menor dispêndio de tempo e custo para que os produtos cheguem ao seu destino final.

As empresas devem trabalhar de forma colaborativa, cooperando para que os resultados sejam positivos para todos, pois as compensações e as dificuldades serão sentidas também por todo o grupo participante da cadeia.

Nada acontece do dia para a noite, as experiências deverão ser compartilhadas para que haja um acréscimo de conhecimento, valorizando todas as relações entre os membros, desde o mais a montante, como o elo mais próximo do cliente final, ou a jusante.
A tecnologia da informação facilita e indica quais processos podem ser melhorados, ampliados ou descartados e fornece quais as  gaps  devem ser melhor trabalhadas, para que o resultado do conjunto de elementos participantes da cadeia seja expressivo, relevante e crescente.

A LOGÍSTICA VERDE prima por detalhar como serão os procedimentos que farão com que as empresas busquem alcançar resultados no andamento dos processos. As grandes corporações tem toda a responsabilidade em cobrar de seus parceiros, fornecedores, enfim de todos os participantes de sua cadeia de suprimentos, que as entregas contribuam significativamente e superem as expectativas dos seus clientes no que se refere às boas práticas verdes, sendo cada qual benchmarking naquilo em que tem maior know-how ou competência.

Sejamos então todos responsáveis por multiplicar, compartilhar, casos e estratégias de sucesso, onde a resposta deve ser sempre em direção a uma produção mais limpa, com o menor impacto possível ao meio ambiente, a processos simplificados, a inovações que priorizem a minimização de recursos, pois só assim poderemos nos sustentar em comparação à players situados em todas as partes do mundo.



31 de julho de 2016

O EMPREENDEDORISMO SOCIAL

O EMPREENDEDOR SOCIAL LUTA E TEM COMO PRINCIPAL OBJETIVO  MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DE UM GRUPO DE INTERESSADOS, ATORES COM NECESSIDADES EM COMUM, E ATUA EM PROL DE ALTERNATIVAS EFICIENTES PARA UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E EQUILIBRADA.

As demandas são variadas, mobilidade urbana, consumo responsável, destinação correta do lixo, alimentação saudável, matrizes energéticas limpas , empregabilidade e muitos outros temas.

Como podemos nos envolver com estes assuntos extremamente importantes para a virada qualitativa de uma sociedade e aumento de seu capital social?

Devemos mudar nossos pensamentos, nosso comportamento, temos que raciocinar orientados para o bem comum, não podemos ser individualistas, pois vivemos em comunidade, temos a necessidade de compartilhar e investir nosso tempo em coisas que realmente somem, que tragam significado ao nosso desenvolvimento humano, como seres pensantes.

É essencial argumentar criticamente de forma a contribuir com as ideias inovadoras, com os avanços tecnológicos, com a prospecção de novas técnicas e metodologias, que levem à simplificação, à economia ou minimização dos mais variados recursos.

Então mãos a obra, participação e envolvimento é fundamental para que os negócios se expandam e criem vantagens em relação a outros.
Temos o dever de sermos mais abertos a novas tendências, a buscar o ideal, a melhoria constante, não só para a nossa família, mas também de uma forma mais ampla, para todas as partes interessadas na evolução da qualidade.

Com seria bom se todos nós pudéssemos realmente usufruir de toda a infraestrutura de um país, mas de forma democrática, onde todos tivessem uma mesma oportunidade, tendo ou não dinheiro.
Toda cidade deveria ter seu parque público, mais áreas verdes e não só grandes empreendimentos imobiliários, shoppings e outros investimentos que apesar de geração de empregos e renda, não são para todos, mas para um grupo restrito de pessoas.

Vamos pensar em ampliar nossa visão em não só empreender no que nos traz um rápido retorno em dinheiro, mas em coisas que multipliquem a capacidade do indivíduo em viver melhor, em ter um menor custo de vida e maior qualidade de vida.

Sabemos que o Brasil não colabora, não faz a sua parte, não nos abre espaço para tornar as atividades menos onerosas. Sabemos também que é difícil implantar as ideias, pois existem uma série de obstáculos que devemos transpor, e em muitas vezes é isso que impede, desmotiva os empreendedores a colocar em prática seus planos.

O país está atrasado pelo menos 20 anos em relação a outros, até em se tratando de América do Sul, imaginem se compararmos com nações desenvolvidas. 
Se todos nós a partir de agora começarmos a nos apossar do que nos é devido, em participar de forma ativa e não como meros expectadores, esperando ver o que pode acontecer, com certeza chegaremos a um lugar muito melhor, onde todos poderão colher o que foi plantado.

Seja um empreendedor social, pense coletivamente, crie, inove, exercite compartilhar novas ideias, acredite que o investimento no lado social pode mudar o mundo, a situação do planeta, diminuir a violência e potencializar os resultados, equilibrando o aproveitamento dos recursos naturais, aperfeiçoando a forma de produzir e entregar valor à toda uma sociedade, carente de pessoas que pensem e hajam diferente.

25 de julho de 2016

MARKETING - COMO FAZER COM QUE SUA MARCA AGREGUE VALOR


É sem sombra de dúvida um dos assuntos mais contagiantes e mais importantes em se tratando de ORGANIZAÇÕES, falando no sentido empresarial.

Veremos como uma marca pode contribuir de forma positiva, agregando valor ao produto, serviço, ou os dois em conjunto.

O mundo corporativo não seria nada se não fossem as marcas. Convivemos diariamente com diversos produtos e consequentemente com as marcas que os compõe ou vice-versa, e as experiências adquiridas com estes contatos ficam registradas em nosso sub-consciente.

E como as empresas podem fazer com que estes registros sejam identificados e codificados de forma contínua nos seus clientes?

A percepção que os clientes tem de uma marca é algo essencial para que este contato seja positivo e agregue valor. Mas como assim AGREGAR VALOR?

Em todos os contatos que temos, em todas as relações efetuadas, não conseguimos nos manter isentos, exercitamos um diálogo constante com estas empresas, com os produtos e principalmente com as marcas, que nos trazem este feedback de tudo aquilo que vivenciamos no decorrer de nossas vidas.

As experiências nestas relações podem ser positivas, negativas ou neutras, ou seja, podem agregar ou não valor ou ainda não trazer significado algum. O fator que diferencia estas relações é como o cliente percebe o atendimento que a empresa está prestando. Mas a satisfação no atendimento não é fácil de se monitorar, pois envolve uma série de fatores, que mesmo identificados, são difíceis de se controlar. 

Mas porque mesmo conhecidos existe esta dificuldade?

Existe uma coisa chamada percepção individual ou individualidade, que é como cada um se comporta diante de uma série de fatos e como as empresas vão tomar decisões acerca destas multi facetas ,pluralidades ou indivíduos, públicos, que pensam diferente e têm comportamentos diversos em se tratando de uma mesma situação.

Neste momento entra em ação o profissional de MARKETING, que tem com tarefa principal, entender as mudanças, as variações, mutações dos mercados e propor soluções viáveis para suas marcas se manterem em destaque.

As marcas devem ser reconhecidas por atrativos e referências que façam o cliente a se apropriar delas, ou melhor, que façam seus clientes a serem os principais divulgadores e alavancadores nos ambientes virtuais, tão essenciais nos dias atuais.

Por que consumimos uma marca ao invés de uma outra? Existe tanta diferença que julgue uma marca ser tão reconhecida em comparação a outra?

O investimento em estratégias de marketing faz com que empresas sejam melhor posicionadas, reconhecidas por suas marcas, seus produtos, seu logo, seu slogan, suas ações de merchandising, ou se analisando de uma forma mais abrangente, todas as relações realizadas até o produto chegar nos pontos de venda e todas as suas variáveis já dentro do PDV, por meio do TRADE MARKETING.

Vejo o marketing como essencial nas negociações, como propulsor de uma boa política de crescimento sustentado por valorização das marcas, pelo empenho das empresas em agregar de forma contínua experiências positivas, e se diferenciar das outras pela sua performance, pelo foco e  follow up em seu COMPOSTO DE MARKETING OU MIX DE MARKETING.


18 de julho de 2016

LOGÍSTICA - OS EMPECILHOS QUE IMPEDEM O BRASIL DE SER MAIS PRODUTIVO

Todos nós escutamos desde pequenos que o Brasil será o PAÍS DO FUTURO, mas e este futuro que nunca chega? Ainda será possível alcançarmos um patamar de país desenvolvido em todos os sentidos? em que cenário estamos inseridos?

Neste artigo tentarei discernir um pouco sobre como a logística pode ser um diferencial para um país que quer se destacar em um cenário de alta complexidade e múltiplos players.

As empresas perdem, o país perde, os trabalhadores perdem e quem ganha com esta falta de critérios bem definidos na escolha de políticas públicas que encarem a logística como preponderante para o desenvolvimento?

Não a ganhos, somente perdas, nos vemos muitas vezes de mãos atadas para tomar decisões, a infraestrutura não colabora para que os resultados sejam melhores, ou não tão ruins. 
Perdemos e muito quando uma empresa não tem preparo para acompanhar a necessidade de seus clientes, ou quando não consegue entregar aquilo que se dispõe por falta de alternativas, pelos chamados GARGALOS LOGÍSTICOS, que limitam o crescimento e dificultam as empresas obterem algum tipo de vantagem competitiva.

O custo que o Brasil tem em trabalhar com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o preço da energia elétrica e dos combustíveis que elevam ainda mais o risco dos negócios, além de não poder atender entregas em maiores quantidades, ou volumes, e  ganhar em escala, são fatores extremamente relevantes. As empresas sofrem com estas falhas, desvios, gaps, desequilibrando todo um sistema, onerando as operações. Mesmo assim em alguns setores como o do agronegócio, somos vistos como referência mundial, imaginem se fosse feito o "DEVER DE CASA", como poderíamos estar.

Estradas e rodovias mal conservadas, outras ainda em terra ( infelizmente a grande parte), portos sucateados, ferrovias ainda com uma malha deficiente, sistema aéreo em grande desvantagem devido seus altos custos, ineficiência na hora de planejar os investimentos em MULTIMODALIDADE, ou seja, temos ainda muito a melhorar, para nos tornamos medianos, nem falaremos agora em excelência.

Não temos o direito de pensar em ESTACIONAR, pois muito deve ser feito, JÁ, não a tempo a perder, empregos estão sendo perdidos diariamente, o faturamento das empresas caindo, a qualidade em discussão e o país deixando de crescer, ou ainda pior, estagnado, sem perspectivas em um curto prazo de voltar aos eixos, ao caminho de aumento de eficiência produtiva, ou seja, fazer mais com menos.

Podemos e devemos ser melhores, o país suplica para que avanços aconteçam, planos devem ser tirados do papel, discutidos e colocados em prática, seremos sim um  país do futuro, mas não sem antes nos conscientizarmos das nossas deficiências, de nossas fragilidades, mas também de onde queremos chegar e uma das saídas é através de um projeto robusto com visão estratégica e de longo prazo.


9 de julho de 2016

A QUALIDADE VISTA COMO FATOR INTRÍNSECO PARA O DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO

Podemos sentir nas empresas modernas uma busca incessante por aprimoramento, POR AÇÃO e não reação, pró-atividade, por melhoria contínua, e isto é bom? É o bastante para se conseguir excelentes resultados?

Vejamos que a concorrência nos dias atuais é extrema, os players estão situados em todas as partes do globo, os clientes também. A necessidade de entregar algo diferenciado é uma constante, seja um produto, um serviço ou ainda ambos.

Será que as empresas domésticas estão preparadas para competir em um ambiente complexo, mutante e globalizado, cheio de variações e obstáculos, em uma economia de altos e baixos, em um contexto de insegurança e de incertezas? 

Como é feito hoje o planejamento a longo prazo, os planos são feitos observando-se diferentes cenários, ou seja, criando planos de contingência, alternativas diversas para cenários diferentes, como o pessimista, otimista ou realista?

Entendo que a única forma de a empresa se perpetuar, que deve ser seu objetivo maior, é buscar atender necessidades e desejos dos clientes no formato de excelência e isso só é conquistado se forem focadas em qualidade e não só a perspectiva da qualidade individual e sim a pluralidade da qualidade ou ainda mais conhecida por QUALIDADE TOTAL. 

Esta qualidade total deve ser sempre estendida aos parceiros de negócio, atores interessados ou stakeholders. Sem o apoio destes fica inviável atender aos requisitos da qualidade, até porque devemos pensar sempre na INTEGRAÇÃO e na vantagem competitiva que esta união trará.

O envolvimento do capital intelectual, na filosofia da entrega da qualidade a um custo que torne o negócio viável é também primordial para que os processos de mudança ocorram sem muitas interferências negativas. É claro que exista um espaço para transição, para se incorporar novos pensamentos e para se tomar decisões acertadas, mas como diz o ditado " tempo é dinheiro", devemos pensar, programar e agir no menor espaço de tempo possível, adequando-se ao que o mercado nos cobra.

Quantos anos se passarão para nos tornarmos país de primeiro mundo, ou será que sequer alcançaremos este patamar?

Somos hoje um país emergente, ou seja, estamos no meio termo, nem somos considerados subdesenvolvidos, e nem desenvolvidos, fazemos parte hoje do chamado BRICS ( Brasil, Rússia, Índia, China e South África) e infelizmente estamos na "lanterninha" dentre os mesmos, em se analisando grande parte dos indicadores.

Se continuarmos agindo assim, com falhas e mais falhas, erros e mais erros nunca nos tornaremos uma referência mundial. Mas nem tudo está perdido, as novas gerações, os novos pensadores, enfim os novos profissionais e empreendedores devem se preocupar todos os dias com fazer melhor e melhor, isto sim vai fazer com que as empresas conquistem resultados diferentes, expressivos, destoando do que é feito hoje, indo em direção à liderança e não ao amadorismo .

Mas o FOCO NA QUALIDADE pode nos tirar desta situação adversa, e não é uma coisa de outro mundo, podemos sim crescer de forma sustentada, mas é preciso observar que devemos ter um engajamento de todos, empresas e colaboradores, orientados para um mesmo caminho, um mesmo objetivo.
As empresas que investem em qualidade, tem um impacto e um tempo de recuperação muito menor do que aquelas  que não tem este foco. É uma escolha que deve ser definitiva, e não breve, temporária como muitas pensam e praticam.

O  FATOR QUALIDADE deve ser pensado como prioritário nas discussões acerca de restruturação, mesmo em se falando em redução de custos, não podemos esquecer que o cliente é cada vez mais exigente e sabe o que quer, por mais este motivo é essencial respeitar, atender ou seja suprir todas as suas necessidades e desejos de forma a encantá-lo.

Qual a principal diferença de um produto feito na China, no Japão, no Brasil ou nos Estados Unidos?

A confiança obtida com as experiências positivas com os produtos e serviços consumidos é que faz a diferença entre uma empresa e outra, e a qualidade está intimamente ligada nesta escolha, ou melhor é um fator intrínseco nestas decisões. Muitas empresas Chinesas, ainda tidas como fornecedores de má qualidade, já se expressam de outra maneira, pensando em primar e fidelizar sua clientela amparadas na visão da "QUALIDADE A QUALQUER CUSTO", visto que já é percebido e bem recebido por quem os consomem, que pagam por estes diferenciais.

Em síntese, exija de todos os seus parceiros a máxima colaboração, o máximo empenho, o desejo de tornarem-se parte, peça de uma mesma máquina, que só funciona quando atuam sincronizadas, em sintonia, em sinergia, buscando um mesmo ideal de PERFORMANCE EMPRESARIAL.

29 de junho de 2016

COMO PODEMOS AGIR PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DE UMA CRISE?

Sentimos na pele de forma intensiva os efeitos de uma crise, que não é só econômica, e sim uma crise de identidade, ética e moral. Como assim de identidade, ética e moral? Vou tentar esclarecer em poucas linhas no que acredito ser uma das piores crises já vivenciadas por nós brasileiros.

Mas como chegamos neste ponto? A crise tem hora para terminar? As empresas são culpadas? Os cidadãos têm sua parcela de culpa? O que podemos e devemos fazer?

Empregos sendo ceifados dia-a-dia, um processo de desindustrialização crescente, empresas, aos montes, fechando as portas e não são só as pequenas, há vários casos de empresas familiares com mais de 50 anos com o mesmo infeliz fim, com o efeito devastante da...FALÊNCIA!
Não existe um segmento sequer que vá sair ileso desta crise, sem algum arranhão, uns claro que são mais impactados, alguns com características peculiares, sofrerão menos, outros poucos aproveitam a crise para crescer OU CRIAM NOVOS NEGÓCIOS, observando novas necessidades.

A hora é agora, não podemos esperar acontecer algo de pior. Então todos nós, da melhor forma, devemos contribuir para que estes efeitos devastadores não perdurem por mais tempo. Qual a saída?
A ÚNICA SAÍDA É FOCO, ou seja, devemos estar focados a primeiramente entender e  depois minimizar as causas, os impactos que levaram o país a desmoronar e tiveram por consequência o fechamento de inúmeras empresas em todas as partes do Brasil, 

Mas o aprendizado que teremos ao final, acredito, será positivo, pois nos tornaremos mais atentos à questões antes não tão observadas, como a política, principalmente a ética na política, ou a pensar em alternativas antes impensadas, a colocar em prática projetos que já estavam engavetados a muito tempo, a pensar estrategicamente, no longo prazo e se planejar para alcançar os objetivos traçados, a aproveitar os momentos de economia favorável e reinvestir no negócio, a manter uma boa estrutura da organização, A CRIAR CICLOS VIRTUOSOS, AO INVÉS DE VICIOSOS.

Existe uma discussão muito grande, principalmente nas redes sociais, alguns defendendo este ou aquele partido, esta ou aquela ideologia, muitas amizades de longos anos,foram desfeitas por esta razão. Mas vejo e observo como fator positivo o jovem estar de fato entrando nestas discussões, muitos destes hoje "SERES POLITIZADOS", antes eram mero espectadores,analfabetos políticos, assistiam inertes, sem participação ativa, sem visão crítica, não tinham interesse e não enxergavam os impactos que tudo isso poderia causar.

Nisto, o setor privado perde excelentes profissionais que acabam indo para o  setor público, onde apesar dos pontos negativos, da burocracia excessiva, da ainda ineficiência dos serviços, das dificuldades enfrentadas pela falta de infraestrutura básica, veem-se em contrapartida à uma visão de estabilidade parcial, que em épocas de escassez de emprego, tornam-se uma excelente opção.

Esta crise é derivada e advém de muitos fatores, onde não devemos achar prioritariamente os culpados e sim entender os significados, as razões, as causas, para que no decorrer dos próximos anos não venhamos a cometer os mesmos erros.

Infelizmente o País não consegue crescer de FORMA SUSTENTADA, o que ocorre é a economia em crescimento por alguns anos e logo depois a perda de conquistas em ciclos seguintes, o que acarreta quebra de confiança por parte de investidores estrangeiros e o endividamento das famílias que não conseguem se manter empregadas. 

É claro que o País está em amadurecimento ainda, de sua democracia, de suas instituições, do pertencimento dos cidadãos a uma ordem política, mas poderíamos abreviar tudo isso se tivéssemos maior controle de tudo, mais comprometimento com o País e com as causas sociais.

Todos nós temos uma parcela de culpa, pois não trabalhamos em equipe, somos ainda muito individualistas, pensando somente o que é bom para cada um, e não para a sociedade. A classe política está falida, não de dinheiro, mas de moral, de idoneidade, são quase todos, FARINHA DO MESMO SACO, diferenciados somente por legendas de partidos, que pregam uma coisa, mas colocam em prática outra totalmente deturpada com a filosofia descrita nos estatutos de formalização, concebidos na criação dos mesmos.

Empresas mancomunadas com a corrupção, pessoas comuns desacreditadas que algo possa melhorar, o pessimismo ronda as rodas de discussão e o momento é de pura reflexão dos atos que refletiriam em uma reviravolta positiva.
Mas será que conseguiremos, com o "TRABALHO DE FORMIGUINHA" alavancar os resultados econômicos e minimizar os efeitos desta crise?

Façamos uma autocrítica, será que participamos das questões relacionadas com as empresas que trabalhamos de forma a contribuir com soluções e não só para criticar? Será que damos nossa contribuição de forma efetiva nas questões relacionadas ao nosso entorno, no nosso bairro, na cidade em que moramos, nas politicas públicas, não só em época de eleição? Será que ajudamos na conscientização daqueles que não sabem da sua importância, de multiplicar e disseminar conhecimentos?

Acredito muito no esforço individual que vai se capilarizando e tomando outros rumos e destinos, alcançando outras pessoas e influenciando-as para que se unam com o objetivo de melhoria significativa das condições de vida.

O que podemos fazer na prática é COLABORAR, COOPERAR, em um momento em que todas as decisões devem ser repensadas, reavaliadas, reescritas, enfim com ajustes no planejamento e se for necessário, PISE NO FREIO, não esqueça que a vida de sua empresa e a permanência
de seu capital humano é o mais importante.

O QUE NÃO PODEMOS É FICAR PARADOS, JUNTOS FAZEMOS MELHOR E ENXERGO QUE SOMENTE DESTA MANEIRA É QUE CHEGAREMOS A ALGUM LUGAR, A UM LUGAR ONDE HAJA CONDIÇÕES DE CUIDARMOS DA FAMÍLIA DE FORMA DIGNA, SEM VIOLÊNCIA, COM SAÚDE E EMPREGO.

14 de maio de 2015

ENTREVISTA SOBRE EMPREENDEDORISMO CONCEDIDA PARA O JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE EM 27/01/2015







  1. Qual a importância das micro e pequenas empresas para o cenário econômico do país? A geração de emprego é a principal contribuição das micro e pequenas empresas para o setor econômico? 

Sem sombra de dúvida, as MPEs são primordiais para um cenário econômico promissor e virtuoso, especialmente como alavancadoras do nível de renda, na inserção ao mercado de trabalho, além de participarem ativamente do processo de desenvolvimento do país. A geração de empregos, principalmente os formais, fazem das MPEs uma mola propulsora para o crescimento sustentado em todos os segmentos que participam.  

  1. Que medidas podem ser tomadas para incentivar ainda mais o surgimento / manutenção dessas micro e pequenas empresas? 

Apesar dos avanços da nova Lei Geral das MPEs, a carga tributária ainda compromete e muito a continuidade e perpetuação das mesmas e isso deve ser repensado, trabalhado e cobrado para que elas tenham tempo para a estruturação e desenvolvimento, trazendo um retorno significativo para toda a sociedade. É também extremamente importante investir, incentivar, fomentar a criação de novas empresas por meio de ações que simplifiquem e tornem a abertura e os custos de manutenção do negócio mais próximos da realidade. 
A participação das MPEs no cenário nacional somadas aos MEIs (Micro Empreendedores Individuais) é em muitos segmentos próximo aos 99%, isso nos remete à importância delas nos resultados macroeconômicos, como por exemplo o do PIB. Claro que se fizermos uma análise mais detalhada, perceberemos que ainda se tem muito por fazer. Apesar da melhora nos últimos anos, o tempo de vida destas empresas é ainda muito pequeno e as receitas aquém do patamar que deveriam estar. 

  1. Do ponto de vista de um administrador de empresas, o que é um micro ou pequeno empreendedor bem sucedido? E o que ela precisa ter / fazer para alcançar o sucesso nos negócios? 

O Micro ou Pequeno Empreendedor bem sucedido  é aquele que consegue surpreender, encantar o seu cliente, conquistando a sua confiança, deve possuir um perfil diferente dos demais, adorar desafios, amar o que faz, ter uma visão mais ampla do que é o seu negócio, onde quer fazê-lo chegar, quais resultados, objetivos e metas quer alcançar. Precisa ser confiante, resiliente e se qualificar para agarrar e não deixar escapar as oportunidades quando assim surgirem. Não deve pensar no lucro a qualquer custo e de colher excelentes resultados no curto prazo, pois senão perde a concentração no que é mais importante, nas prioridades ou mais crítico para o seu sucesso. 

  1. Qual é o peso / impacto que o item mão de obra pode ter para o sucesso de um negócio / empresa? 

O impacto é enorme, pois sem mão de obra preparada, capacitada fica difícil se chegar a algum lugar e entregar o que os clientes, hoje cada vez mais exigentes, necessitam e desejam para a sua satisfação. 
Podemos dizer o que faz a diferença em qualquer empresa é o seu capital humano, o nível de conhecimento e o quanto estão envolvidos, então os valorize que o retorno virá, obtendo assim vantagem competitiva. 
  1.  Esse impacto é maior no caso das micro e pequenas empresas? Há segmentos / tipos de negócios que são mais afetados?  
Quando direcionamos o foco às MPEs a influência da mão de obra é ainda maior, pois muitas vezes a empresa fica na dependência do expertise de  poucos colaboradores ou até mesmo de uma única pessoa para desenvolver os seus processos com qualidade. Quando falamos em empresas prestadoras de serviços a análise deve ser ainda mais crítica quanto ao peso que o capital intelectual gera e agrega ao negócio. 

  1. Muitos empresários reclamam dessa questão: é difícil encontrar profissionais qualificados no mercado. Por que isso ocorre? É mesmo difícil encontrar profissionais qualificados? 

É verdade que em muitas áreas, profissionais gabaritados são escassos, mas não podemos generalizar. Tenho uma visão clara sobre este assunto, que acontece infelizmente em inúmeras empresas. Os gestores em muitos casos denotam um profundo despreparo para a contratação de mão de obra para as suas empresas. Falta observar melhor o perfil desejado, para que não ocorra o que presenciamos todos os dias, profissionais sendo contratados com um modelo pré concebido, ou seja, como se fossem produzidos em série, não prezando pela diversidade, este sim fator que deve ser amplamente difundido, tanto no recrutamento, quanto na seleção.  
  1. Como melhorar esse panorama? De quem é a responsabilidade? Só dos trabalhadores, ou também dos empresários?  
A responsabilidade deve ser compartilhada, pois as duas partes tem interesse que o mercado cresça, que o país gere mais empregos, que estes empregos sejam melhor remunerados e para que isso aconteça é necessário investimento em treinamento e formação e em alguns casos mudança da cultura organizacional. 

  1. Qual a importância das micro e pequenas empresas para o cenário econômico do Ceará? A geração de emprego é a principal contribuição das micro e pequenas empresas para o setor econômico? 

Não só o Ceará, como todo o Norte e Nordeste brasileiros são riquíssimos culturalmente e temos que ver isso como uma grande oportunidade para a geração de renda. Em muitas regiões a participação das MPEs é essencial para o equilíbrio na cadeia de fornecedores A melhor forma para inserirmos o país no rol das nações desenvolvidas é o investimento em inovação, principalmente começando com as MPEs. Conseguimos isso propondo novas soluções para problemas já conhecidos ou um novo ponto de vista, quebrando paradigmas. Sabemos também que ainda é muito alto a porcentagem de trabalho informal, ocupando em muitos setores índices alarmantes. De outro lado existe uma perspectiva muito favorável de desenvolvimento da região Nordeste, que muitos analistas dizem ser “a bola da vez”, então é aproveitar esta janela de oportunidades antes que ela se feche. 

  1. Em que medida as micro e pequenas empresas são sensíveis às variações / momentos de instabilidade da economia brasileira? 

A estrutura, base de muitas das MPEs é precária, planejamento estratégico inexistente, a gestão amadora e o conhecimento sobre o mercado-alvo, concorrência e os seus produtos insuficiente, isto reflete de forma significativa em momentos de crise, fazendo com que saiam do mercado, quebrem, fechem as portas. Uma saída é investir no empreendedorismo para não ser tão suscetível a estas mudanças repentinas, inesperadas no cenário global que afeta principalmente as economias emergentes, como é o caso do Brasil.  
Em tempos de crise, crie, faça diferente, diversifique os produtos e serviços, trabalhe mais, busque se reciclar e aceitar novas opiniões e críticas, em síntese saia e se mantenha sempre na frente da concorrência. 

  1. Para micro e pequenos empresários, como melhorar a produtividade de sua equipe? 

Eu acredito que os Micro e Pequenos Empresários devem pensar como grandes empresas, mesmo não tendo as mesmas condições, aproveitando-se para ocupar espaços que estas não tem interesse. O primeiro passo é saber para onde caminhar, a equipe dever atuar em sinergia para que consigam alcançar resultados eficientes, com excelência. Devem conhecer muito bem o negócio e o segmento que estão inseridos e comprar a ideia, comprometendo-se, participando ativamente de todo o processo. Os donos, sócios, gestores devem liderar dando bons exemplos, motivando, caminhando lado a lado com a equipe, buscando sempre o aperfeiçoamento, a melhoria contínua. 

Enfim, você que tem uma boa ideia, coloque-a no papel e comece desde já a pensar na viabilidade do projeto. Monte um bom plano de negócios (Business Plan) e comece a trabalhar com ele, fazendo alguns pequenos ajustes se necessário, não sendo desta forma dificilmente conquistará algo que será valorizado.